Caso Orelha: adolescentes investigados também teriam tentado afogar outro cão, revela delegado-geral de SC
- Patrick Araujo

- 27 de jan.
- 2 min de leitura
Apuração sobre a morte do cachorro comunitário na Praia Brava aponta tentativa de assassinato de um segundo animal; vira-lata caramelo sobreviveu e foi adotado pelo delegado-geral.

A apuração sobre a morte do cachorro comunitário Orelha, brutalmente agredido na Praia Brava, em Florianópolis, teve um novo avanço. A Polícia Civil de Santa Catarina investiga se o mesmo grupo de adolescentes apontado como responsável pelo crime também tentou matar outro cão da região.
Segundo as informações levantadas, um vira-lata caramelo teria sido levado até o mar e submetido a uma tentativa de afogamento no mesmo dia. O animal conseguiu escapar e acabou sendo adotado pelo delegado-geral da corporação, Ulisses Gabriel.
Esse novo elemento deu origem a uma operação específica desencadeada nesta segunda-feira (26), com a atuação integrada da Delegacia de Proteção Animal (DPA) e do Departamento de Investigação Criminal (DIC).
Conforme a Polícia Civil, os adolescentes já identificados pela participação nas agressões que resultaram na morte de Orelha também são suspeitos de envolvimento no ataque contra o segundo cachorro, que sobreviveu e foi localizado posteriormente em bom estado de saúde.
A adoção do vira-lata caramelo foi confirmada pelo próprio Ulisses Gabriel, que tornou pública a decisão por meio das redes sociais e declarou que irá acompanhar de perto o andamento das investigações. Além dos atos infracionais atribuídos aos adolescentes, a Polícia Civil também apura uma denúncia de coação de testemunha, supostamente praticada pelo pai de um dos jovens investigados, que atua como policial civil.
“A Justiça será feita independentemente de quem sejam os autores dessa ação criminosa. Se houver prova de participação de um adulto na coação, a prisão preventiva será solicitada imediatamente”, disse o delegado.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), determinou que o caso tenha tratamento prioritário. Segundo ele, a juíza inicialmente responsável pelo processo declarou impedimento, e um novo magistrado passou a analisar os pedidos de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares. O Ministério Público de Santa Catarina também acompanha o inquérito, que corre sob sigilo devido ao envolvimento de menores de idade.
A repercussão do caso alcançou ainda o Legislativo estadual. O deputado Mário Motta (PSD) defendeu a instalação de uma estátua em homenagem a Orelha, como forma de manter viva a memória do animal e transformar a comoção popular em um símbolo de enfrentamento à violência contra animais. Para viabilizar a iniciativa, foi lançado um abaixo-assinado.
As investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia de Proteção Animal, que segue ouvindo testemunhas e analisando imagens de câmeras de segurança.
A Polícia Civil solicita que qualquer pessoa que tenha informações relevantes procure a corporação para auxiliar no esclarecimento dos fatos.







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