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Comissão aprova direito de animais domésticos serem acolhidos em abrigos emergenciais junto com tutores

27 de jan. de 2025
2 min de leitura

Atualizado: 27 de mar.

Projeto aprovado continua em análise na câmara dos deputados.


Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou, em novembro, projeto de lei que estabelece o direito de acolhimento de animais domésticos de pequeno e médio porte nos abrigos emergenciais, albergues, centros de serviços, restaurantes comunitários e casas de convivência, em todo o território nacional, sempre que estiverem acompanhados dos seus tutores.


"Esse é um problema real e deve ser enfrentado pelo Poder Público", avaliou o relator. "Isso ficou ainda mais claro após os recentes desastres naturais do estado do Rio Grande do Sul, em que pessoas, mesmo sob risco de morte, somente buscaram abrigos somente quando lhes foi oferecido acolhimento aos animais de estimação", acrescentou Studart.


Regras

Pela proposta, os tutores que desejarem acolher seus animais deverão comunicar sua intenção no momento do ingresso nesses estabelecimentos. Os animais deverão permanecer nas áreas designadas para esse fim, respeitando as regras de convivência e higiene estabelecidas pelo local.


Em casos de agressão, maus-tratos ou negligência comprovada por parte do tutor em relação ao animal, a administração tomará as medidas apropriadas para garantir o bem-estar do pet, podendo inclusive encaminhá-lo para a adoção responsável, sem prejuízo de eventual responsabilização criminal do agressor.


O acesso ou permanência do pet no espaço deverá ser assegurado pelo período de estada do morador em situação de rua.



Ausência do tutor


Em caso de ausência ou desaparecimento do tutor do animal, seja por morte fatídica, morte presumida, sumiço sem justificativa, pena privativa de liberdade ou qualquer outro motivo, os locais de acolhimento deverão avisar à autoridade competente e transportar os animais para ONG's, abrigos para animais, lares temporários ou qualquer outro local que seja apto a proporcionar segurança e conforto para o animal.


O Poder Executivo, as concessionárias ou permissionárias dos espaços deverão divulgar a possibilidade de acolhimento dos animais de pequeno e médio porte. As medidas serão regulamentadas pelo Poder Executivo.



Próximos passos


A proposta será analisada ainda em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Para virar lei, precisa ser aprovada pelos deputados e senadores.


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