Tartaruga gigante do tamanho de um carro é encontrada no Acre
- Patrick Araujo

- 20 de jan.
- 2 min de leitura
Espécie pré-histórica habitou a Amazônia ocidental há milhões de anos e ajuda a entender a evolução dos antigos rios sul-americanos

Fósseis da tartaruga gigante de água doce Stupendemys geographicus, descobertos na Amazônia e em outras regiões do norte da América do Sul, vêm auxiliando cientistas a reconstruir os antigos ambientes fluviais do período Mioceno, que se estendeu de cerca de 23 a 5,3 milhões de anos atrás.
Essa espécie viveu principalmente entre 13 e 7 milhões de anos atrás, em áreas que hoje correspondem à Amazônia ocidental e regiões vizinhas. O período foi marcado por intensas transformações tectônicas e climáticas, responsáveis por reorganizar grandes sistemas fluviais do continente sul-americano.
A partir da análise desses fósseis, pesquisadores buscam compreender como funcionavam os antigos ecossistemas aquáticos, quais espécies conviviam nesses ambientes e de que forma as mudanças ambientais influenciaram a distribuição e a evolução da fauna regional.
Principais características da tartaruga gigante fóssil
A Stupendemys geographicus é considerada a maior tartaruga de água doce já conhecida. Sua carapaça podia ultrapassar os 3 metros de comprimento, atingindo dimensões semelhantes às de um automóvel compacto.
Esse porte extraordinário faz da espécie uma referência importante para discutir o gigantismo em ambientes de água doce. Grandes fragmentos de carapaça encontrados no Brasil, Peru e Venezuela permitem aos cientistas reconstruir sua morfologia e compará-la com outras tartarugas fósseis e atuais, avaliando adaptações evolutivas, competição por recursos e possíveis predadores.
Como são encontradas e coletadas as ossadas de Stupendemys
As expedições em busca desses fósseis geralmente acontecem em margens de rios de difícil acesso, especialmente no Acre e em áreas próximas à fronteira. Durante o período de seca, a redução do nível da água expõe camadas sedimentares ricas em ossos, dentes e carapaças preservados por milhões de anos.
A coleta segue procedimentos padronizados, que combinam trabalho de campo








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