CRMV-PR promove Campanha sobre cuidados essenciais para conter a esporotricose
- Patrick Araujo

- 4 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Campanha reforça cuidados importantes no combate a esporotricose e sobre como proteger humanos e animais contra a doença; baixe aqui os manuais do CRMV-PR
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Paraná (CRMV-PR) ampliou sua campanha educativa sobre esporotricose, reforçando a importância da prevenção e do bem-estar animal. A iniciativa inclui a distribuição de cartazes, flyers e um manual orientativo para clínicas veterinárias, universidades e estabelecimentos do setor pet, com o objetivo de informar a população e conter a disseminação da doença.
A esporotricose é uma micose causada pelo fungo Sporothrix spp., principalmente Sporothrix brasiliensis, espécie responsável pelos surtos mais agressivos registrados no Brasil. Trata-se de uma zoonose — ou seja, pode ser transmitida entre animais e humanos — e sua principal via de transmissão ocorre por meio do contato direto com lesões cutâneas de animais infectados, especialmente gatos, que são os principais reservatórios. Arranhaduras, mordidas e até mesmo o contato com secreções contaminadas podem facilitar o contágio.
Entre os sintomas mais comuns em animais estão feridas ulceradas que não cicatrizam, geralmente na cabeça, focinho e membros. Nos gatos, as lesões podem se espalhar rapidamente pelo corpo e apresentar grande quantidade de fungos, o que aumenta o risco de transmissão. Já em humanos, os sinais incluem lesões nodulares na pele, que podem evoluir lentamente e formar úlceras. Em casos mais graves, podem atingir articulações ou o sistema respiratório.
O tratamento deve ser realizado exclusivamente sob orientação veterinária ou médica. Nos animais, o antifúngico itraconazol é o mais utilizado, podendo ser associado a outras terapias em situações avançadas. Em humanos, o tratamento segue protocolo semelhante. A adesão adequada é essencial, já que a interrupção precoce pode causar recaídas e prolongar a circulação do fungo no ambiente.
A campanha do CRMV-PR também reforça medidas básicas de prevenção, como:
Manter gatos exclusivamente dentro de casa, evitando brigas e contato com animais doentes.
Procurar atendimento veterinário imediato ao notar feridas suspeitas.
Utilizar luvas ao manusear animais com lesões.
Nunca abandonar animais infectados — ação que agrava ainda mais a disseminação da doença.
Realizar tratamento completo e higienizar corretamente o ambiente.
"Precisamos reforçar a guarda responsável e a educação em saúde para proteger tanto os animais quanto as pessoas”, afirma o presidente do CRMV-PR, Adolfo Y. Sasaki.
Manual do gato domiciliado
Segundo o CRMV-PR, manter seu gato dentro de casa é uma das formas mais eficazes de protegê-lo de riscos como doenças e acidentes. Dentro de casa, eles também estão menos expostos a infecções e parasitas. Gatos mantidos dentro de casa precisam de cuidados essenciais voltados a garantir sua saúde, ou seja, garantir a eles um estado de completo bem-estar.
O manual esclarece dúvidas e orienta sobre os cuidados a serem tomados para garantir uma vida tranquila e saudável para seu gato. Ele também aborda sobre a esporotricose, doença que acomete muitos gatos no Estado do Paraná atualmente, e que também pode ser transmitida a nós, humanos.
Acesse aqui o Manual do Gato Domiciliado
Guia para rotina clínica do serviço privado - Esporotricose Felina
Com o avanço da esporotricose em várias regiões brasileiras nos últimos anos, iniciativas educativas como a do CRMV-PR são essenciais para orientar a população e reduzir os riscos à saúde pública. Ao reforçar práticas responsáveis e cuidados preventivos, a campanha busca proteger tanto os animais quanto os tutores, contribuindo para o controle da doença e para a promoção do bem-estar coletivo.
O CRMV-PR preparou um guia para orientar os médicos-veterinários dos serviços. O objetivo é que ele seja uma fonte de consulta rápida e prática na rotina clínica dos profissionais, com as principais informações técnicas sobre a esporotricose felina, acompanhadas de recomendações das autoridades sanitárias.
Acesse aqui o Guia para a rotina clínica do médico veterinário












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