Descoberta fóssil incrível: Dinossauro do tamanho de uma cão é encontrado!
- Patrick Araujo

- 2 de jul. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 3 de jul. de 2025
Cientistas revelam nova espécie, o Enigmacursor mollyborthwickae, um herbívoro veloz do período Jurássico, com porte similar ao de um labrador, desvendado no Colorado.
Uma Descoberta Fascinante
Cientistas desvelaram uma espécie inédita de dinossauro, de porte similar ao de um cão, que habitava a região que hoje corresponde aos Estados Unidos há aproximadamente 150 milhões de anos, compartilhando o ambiente com criaturas icônicas como o estegossauro e o diplodoco.
O recém-nomeado Enigmacursor mollyborthwickae possuía dimensões próximas às de um labrador, com sua cauda estendendo-se por quase metade do seu comprimento total, conforme revelado em um estudo divulgado na Royal Society Open Science na quarta-feira (24).
Apesar de grande parte de seus ossos ter sido exumada da Formação Morrison, no Colorado, entre 2021 e 2022, o crânio e porções de sua coluna vertebral não foram encontrados, o que deixou os pesquisadores sem uma certeza sobre seu comprimento preciso. O Professor Paul Barrett, renomado pesquisador do Museu de História Natural de Londres e um dos líderes do estudo, declarou à CNN: 'Esses dinossauros herbívoros muito pequenos são bastante raros (de encontrar)'. Ele complementou: 'Na verdade, encontrar um esqueleto substancialmente completo em vez de alguns pedaços de ossos não é comum e, como resultado, eles são pouco conhecidos.'
O dinossauro apresentava uma estrutura 'levemente constituída' e seu peso era comparável ao de um cão da raça collie, conforme observado por Barrett. Sendo um herbívoro, ele se deslocava sobre suas longas patas traseiras, o que, de acordo com Barrett, 'sugere que era um corredor bastante veloz', possibilitando uma 'fuga rápida' de seus predadores.
O Professor Barrett e sua colega, Susannah Maidment, iniciaram a análise deste espécime após serem contatados por uma galeria de arte londrina que o exibia. Eventualmente, eles colaboraram com a galeria para localizar um benfeitor que auxiliasse na aquisição do esqueleto para o museu. A denominação da espécie presta tributo a essa benfeitora, Molly Borthwick, enquanto o nome do gênero significa 'corredor misterioso' em latim.
Após uma minuciosa investigação dos ossos, Maidment e Barrett determinaram que este espécime possuía atributos singulares, distinguindo-o de qualquer outra espécie até então conhecida. Notavelmente, seu fêmur exibia particularidades incomuns, com distintas inserções musculares em comparação com outros dinossauros, conforme pontuou Barrett. Sua relação mais próxima é com o Yandusaurus hongheenis, um dinossauro de três metros de comprimento descoberto na China. Tal parentesco insinua que a espécie possuía uma vasta distribuição geográfica, sugeriu Barrett, levantando a premissa de que outros vestígios fósseis podem simplesmente não ter sido localizados.
Especialistas conjecturam que este exemplar não havia atingido o pleno desenvolvimento, haja vista que algumas de suas vértebras ainda não estavam fundidas. Contudo, devido ao método de preparação do fóssil antes de sua chegada ao Museu de História Natural, a certeza plena é inviável. A causa da morte do dinossauro também permanece obscura, visto que seus ossos não apresentam indícios evidentes de enfermidade ou lesão.
Novas tipologias de dinossauros são reveladas ou identificadas com regularidade, aproximadamente uma vez por semana, conforme observou Barrett. Entretanto, a identificação de dinossauros de pequeno porte como este é significativamente mais incomum, em parte pela negligência de coletores de fósseis que priorizam achados de maior volume e impacto, e em parte porque ossadas de menor dimensão são mais propensas a serem fragmentadas por predadores e necrófagos. A descoberta desses dinossauros de menor estatura, que frequentemente permanecem enterrados, 'nos dá uma ideia mais completa de como eram aqueles ecossistemas', concluiu Barrett.








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