Crueldade chocante: cão comunitário é queimado com líquido quente em Goiânia
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Animal sofreu queimaduras graves após ser atingido por substância, possivelmente óleo quente; caso é investigado pela Polícia Civil
Um cachorro comunitário ficou gravemente ferido após sofrer queimaduras em Goiânia. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que uma mulher arremessa um líquido contra o animal.
Segundo moradores da região, a substância seria óleo quente. Na gravação, é possível ver o cão, conhecido como Johnny na vizinhança, deitado na calçada de uma residência no Setor Castelo Branco. Após ser atingido, o animal sai correndo em desespero.
Em entrevista à TV Anhanguera, Cassilda Ferreira de Almeida negou a acusação. Ela afirmou que, no momento, estava apenas lavando a calçada e jogou uma mistura contendo água sanitária. O caso está sob investigação da Polícia Civil.
Johnny foi socorrido por moradores da região. Imagens posteriores mostram o cachorro com o pelo danificado e feridas visíveis após o ataque. O caso aconteceu no dia 5 de março, mas as imagens só vieram a público nesta semana.
O resgate do cachorro
O empresário Wander Rodrigues Borges relatou que a secretária de sua mãe ouviu o animal chorando intensamente de dor. 'Ela escutou o choro dele, que foi muito alto. E ela saiu lá fora e viu ele correndo. Aí na outra semana, quando ela estava voltando para minha mãe de manhãzinha, encontrou com ele aqui todo queimado. A revolta é de todo mundo aqui, porque todo mundo cuidava dele', relatou para a TV Anhanguera.
A família da moradora Cláudia Oliveira foi responsável por limpar os ferimentos do animal. 'Ele foi queimado. Jogaram óleo nele. Quando ele chegou de volta, todo machucado, estava grudado no couro, na carne viva e muito óleo. Aí a gente começou a lavar', contou.
Após iniciar o tratamento medicamentoso, o quadro de Johnny apresentou melhora. Apesar disso, ele ainda necessita de cuidados contínuos.

'Ele precisa de ser internado para tomar os medicamentos endovenosos, porque ele está dando febre e pode agravar. A infecção pode passar para o sangue, para os órgãos, e agravar até com risco de morte', afirmou a técnica em veterinária Estefânia Mota Alves.
Queimadura térmica
De acordo com a delegada Simelli Lemes, do Grupo de Proteção Animal, qualquer prática de abuso, ferimento ou mutilação contra animais configura crime de maus-tratos.
'Quando o animal é um cão ou gato, a pena vai de até 5 anos de prisão. Podendo também, além da prisão, ter a multa', explicou para a TV Anhanguera.
Segundo a investigadora, a ocorrência foi registrada na quinta-feira (12). Já no domingo (15), a Polícia Civil solicitou a realização de uma perícia, que confirmou que o cachorro sofreu queimaduras térmicas. 'Ele teve ali quase 50% do corpo queimado e queimaduras de terceiro grau. Um intenso sofrimento que justifica aquele choro dele', afirmou.
A delegada ressaltou que, com a materialização do crime por meio da perícia, as pessoas envolvidas deverão ser ouvidas pelas autoridades.




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