Após ataque fatal, zoológico da Bica anuncia câmeras inteligentes e reforço na segurança para monitorar visitantes
- Patrick Araujo

- 10 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Parque deve instalar cerca de 30 câmeras com reconhecimento facial e adotar novas medidas preventivas antes da reabertura ao público

Uma semana depois do ataque da leoa que resultou na morte do jovem Gerson de Melo Machado, no Parque Arruda Câmara, a Bica, em João Pessoa, a administração do zoológico confirmou que vai implementar um novo sistema de monitoramento com tecnologia de inteligência artificial para acompanhar o fluxo de visitantes.
Ainda não há uma data exata para a reabertura, mas a expectativa é que o parque volte a receber público nos próximos 10 dias, de forma controlada e com acesso limitado.
Em entrevista ao g1, o secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, Welison Silveira, informou que aproximadamente 30 novas câmeras serão instaladas no local, todas integradas a um sistema de IA. Segundo o secretário, o recurso permitirá identificar visitantes — inclusive aqueles com registros policiais — e será integrado ao sistema de monitoramento já utilizado na capital.
"São câmeras do programa João Pessoa SmartCity. Eles têm reconhecimento facial, reconhecimento de atividades suspeitas, o que facilita monitoramento de eventuais casos de furto, atitudes suspeitas, atitudes já previamente identificadas como não corretas ou que violem as próprias regras do parque. O que vai colaborar não só com o funcionamento, mas também para evitar novos casos de fatalidade", afirmou.
Além do acompanhamento digital, o plano prevê reforço na presença de agentes de segurança nas áreas próximas aos recintos dos animais e instalação de novas placas de sinalização para impedir tentativas de invasão ou comportamentos inadequados.
“Essas [novas] medidas são preventivas, como triagem, aumentar a quantidade de agentes ambientais para passar informações. Muitas vezes parece óbvio você colocar uma placa dizendo que não se aproxime dos recintos ou não alimente os animais, mas mesmo assim as pessoas insistem em descumprir. Então, reforçar essas práticas, essas medidas de segurança, cercamentos, grades de proteção, a fim de inibir. Não é apenas cumprir uma norma, mas cada vez mais inibir esse tipo de situação”, completou Silveira.








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