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saúde pet

Seu gato está gripado? Entenda o que é a Rinotraqueíte e o Complexo Respiratório Felino

Médica-veterinária especialista em cardiologia e pneumologia, explica o que é a doença, por que muitos gatos carregam o vírus para sempre e quais erros dos tutores podem piorar o quadro

13/08/26

6 min de leitura

Redação Pet Mania e Dra. Giselle Costard

Um gato da raça Bengal, com pelagem marrom-dourada e listras escuras bem definidas, aparece deitado de forma melancólica com a cabeça baixa sobre um sofá cinza. O felino está coberto até o pescoço por uma manta de lã xadrez em tons de marrom e branco, apoiando a cabeça perto de um travesseiro branco. Em primeiro plano e ligeiramente desfocados sobre uma mesa branca, estão organizados vários itens médicos, incluindo cartelas de comprimidos brancos, um frasco de spray borrifador branco, um tubo cilíndrico de pomada ou medicamento deitado e um frasco de xarope em vidro âmbar com tampa branca à direita.

Espirros repetidos, olhinhos lacrimejando e aquela tristeza característica de gato doente. Parece uma gripe simples — e muita gente trata com remédios de internet ou achismos. O problema é que a realidade pode ser bem mais complexa, e a ausência de tratamento correto pode deixar sequelas permanentes no bichano.


A condição mais comum por trás desse quadro tem um nome que a maioria dos tutores ainda não conhece: o Complexo Respiratório Felino (CRF). Mais abrangente do que a famosa rinotraqueíte felina — que muitos já ouviram falar —, o Complexo Respiratório Felino funciona como um "agrupamento de doenças" que reúne diferentes infecções com sinais clínicos parecidos — e que podem afetar o pet simultaneamente.


O que é a Rinotraqueíte felina

É uma doença viral infecciosa e altamente transmissível, causada pelo Herpesvírus Felino. Segundo a médica-veterinária Dra. Giselle Costard (@gisellecostard), especialista em cardiologia e pneumologia veterinária, o Herpesvírus felino raramente age sozinho: o Calicivírus Felino também é muito frequente, e bactérias como clamídia, bordetela e micoplasma entram na jogada — sozinhas ou em parceria com os vírus. Essa combinação, chamada de coinfecção, é justamente o que torna o diagnóstico e o tratamento tão desafiadores.


Sinais de alerta — procure o veterinário se o gato apresentar:

  • Espirros repetidos e persistentes por vários dias

  • Secreção nasal amarelada ou esverdeada

  • Olhos vermelhos, lacrimejando ou com secreção

  • Recusa em comer ou beber

  • Febre, prostração ou apatia

  • Dificuldade para respirar


Grupos de risco e transmissão

A Rinotraqueíte pode afetar gatos de qualquer idade, mas alguns grupos são especialmente vulneráveis: filhotes, idosos e animais com imunidade baixa tendem a desenvolver quadros mais severos.


Foto: Shutterstock
Foto: Shutterstock

A transmissão acontece principalmente pelo contato direto com secreções de nariz, olhos ou boca de um gato infectado. Mas o vírus também sobrevive por algum tempo em objetos contaminados — potes de água, caixas de transporte, roupas. A boa notícia é que, quando a secreção seca, o vírus perde a capacidade de infectar.


"Um gato sem nenhum sinal de doença pode estar eliminando o vírus e contaminando outros gatos. Isso é importante na hora de apresentar um gato novo para os outros de casa: parecer saudável nem sempre significa que ele não vai transmitir", explica a médica-veterinária.

Jornal Digital

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na edição de agosto do Jornal Digital.



Sinais clínicos

Os primeiros sinais que o tutor costuma notar em casa são espirros, secreção nasal e olhos vermelhos ou lacrimejando.


Além dos sintomas respiratórios clássicos, a doença pode provocar conjuntivite, feridas na boca, salivação excessiva, perda de apetite e dor intensa quando atinge o nervo facial. Em casos mais graves — principalmente em filhotes e imunossuprimidos —, pode evoluir para pneumonia.


Tratamento


Foto: Unsplash
Foto: Unsplash

A resposta para a pergunta "tem cura?" depende do agente causador. "Quando a causa é bacteriana, pode haver cura com o uso de antibiótico. Já quando a causa é o herpesvírus, não existe cura no sentido de eliminar o vírus do corpo", explica Dra. Giselle. Ou seja, a maioria dos gatos infectados torna-se portadora do vírus pelo resto da vida.


O tratamento é focado no controle dos sintomas e pode incluir lavagem nasal, colírios, xaropes, anti-inflamatórios, antibióticos, nebulização, antitérmicos, antivirais e estimulantes de apetite. A internação se torna necessária quando o animal para de comer e beber, apresenta desidratação, febre alta persistente ou dificuldade para respirar.


E, por fim, vale repetir: a Rinotraqueíte Felina não é transmissível para humanos e tampouco para cães. Apenas entre os próprios felinos.

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Um filhote de cachorro da raça Dálmata, com sua característica pelagem branca coberta por manchas pretas, está deitado de costas em uma mesa branca de exames clínicos veterinários. O cãozinho mantém a cabeça virada de lado e olha calmamente em direção à câmera, enquanto as patas dianteiras e traseiras estão ligeiramente encolhidas para cima. No canto direito, a mão e o braço de um profissional veterinário aparecem segurando e posicionando a cápsula metálica de um estetoscópio contra o peito do filhote para auscultação, sob um fundo claro e suavemente iluminado com equipamentos de consultório desfocados.

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Uma ilustração digital em estilo desenho animado foca no plano médio de um gato frajola (preto e branco) com olhos verdes expressivos e semicerrados, exibindo um semblante desconfiado ou entediado em primeiro plano. Ao fundo, um menino de cabelos castanhos, camiseta cinza e shorts marrom o observa com uma expressão neutra, enquanto um ponto de interrogação preto flutua no ar entre os dois. O cenário ao ar livre mostra um quintal ensolarado com gramado verde, uma cerca de madeira clara e uma árvore à esquerda sob um céu azul com uma nuvem branca.

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