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COMPORTAMENTO E BEM-ESTAR

Exposição internacional de gatos reúne competição, adoção e solidariedade no Rio de Janeiro

Evento promovido pelo Rio Cat Clube reuniu gatos de raça e SRDs, arrecadou alimentos para ONGs e possibilitou a adoção de 25 gatos

24/06/26

5 min de leitura

Redação Pet Mania

Em uma exposição de felinos, um gato de grande porte e bochechas proeminentes, com características da raça British Shorthair e pelagem cinza-clara (lilás), está sentado olhando fixamente para a frente com um semblante sério e olhos amarelados. À esquerda, parte do corpo de uma pessoa vestindo um colete amarelo vibrante aparece em primeiro plano. À direita, um juiz ou avaliador de óculos, barba por fazer e camisa cinza-clara analisa o animal atentamente com a cabeça inclinada. O fundo é composto por uma parede texturizada verde-escura.

Gatos de raças reconhecidas internacionalmente dividiram espaço com felinos sem raça definida em um evento que mostrou que, dentro do universo felino, todos têm o seu valor. O evento premiou não somente gatos de raça, mas também gatos SRD, além de promover a adoção e a solidariedade.


A 13ª e a 14ª Exposição Internacional de Gatos de Raça, realizada pelo Rio Cat Clube, mostrou que uma competição felina pode ir muito além dos títulos e premiações. O evento reuniu criadores, juízes, tutores e apaixonados por gatos em um encontro que uniu conhecimento, cuidado animal, adoção responsável e solidariedade.


Foto: Acervo
Foto: Acervo

Durante a exposição, os visitantes puderam entender como funciona uma avaliação felina e quais critérios são utilizados pelos jurados. Diferente do que muitas pessoas imaginam, o vencedor não é simplesmente o “gato mais bonito”, mas aquele que mais se aproxima do padrão esperado para sua raça.


O juiz da exposição, Hugo Cavalheiro, explicou que os gatos são divididos em categorias e avaliados conforme características específicas.


“Cada raça tem um estândar da raça. Então, se o estândar da raça de um gato tem que ser daquela raça longo, se for curto, eu tenho dois gatos, um longo e um curto, eu vou escolher o longo, porque na raça está dizendo.”

Foto: Acervo
Foto: Acervo

Segundo ele, os gatos sem raça definida (SRDs), também chamados de gatos domésticos, também possuem critérios de avaliação.


“O SRD parece não ter padrão, mas tem. O SRD, a gente diz assim, tem que ser um gato, por exemplo, proporcional. Se ele tem um corpo grande, a cabeça não pode ser pequena. Se ele é um gato esguio, a cabeça não pode ser redondona.”

Além da parte competitiva, o bem-estar dos animais foi uma das prioridades do evento. Hugo destacou que gatos que apresentam sinais de estresse intenso ou desconforto não permanecem na competição.


Foto: Acervo
Foto: Acervo
“O gato é desclassificado, se for um gato que está incomodado ali, se é um gato que está totalmente estressado, se é um gato feral.”

A presidente do Rio Cat Clube, Daniella Sother, também explicou que a exposição envolve um processo de seleção e cuidado com os animais, especialmente no caso dos criadores.


“Para a gente, para a criação, é um certificado de qualidade. Assim, a gente fala ‘eu consegui com o meu trabalho, com a seleção genética, chegar no ideal’. Não existe perfeição, gente. Não tem o gato perfeito. É porque não existe a perfeição, mas existe aquele muito próximo do ideal.”
Foto: Acervo
Foto: Acervo

Raças e adoção no mesmo espaço

Mesmo sendo um evento voltado principalmente aos gatos de raça, a exposição também abriu espaço para os SRDs. A ONG Resgatinhos levou animais para adoção e conseguiu encontrar novos lares para todos os gatos disponíveis. Ao final do evento, 25 gatos foram adotados.


Viviane, representante da ONG, destacou a importância da adoção responsável e do compromisso dos novos tutores.


Foto: Acervo
Foto: Acervo
“Em primeiro lugar. A gente quer um adotante que ame o animal. Porque agora se ouve muito falar em família multiespécie. Agora o animal não é um animal. Ele é um membro da família.”

Segundo ela, os novos tutores precisam estar preparados para cuidar do animal durante toda a vida.


“O animal pode viver 15, 20 anos. A gente tem agora dados recentes. De gatos que tem 25 anos. Então, a longevidade dos animais tá em alta. Então, a gente busca a pessoa que tenha esse compromisso. Com o animal até o fim da sua vida.”

Confira a nossa galeria SUPER FOFA com as fotos do evento:


Solidariedade também foi destaque

O público que participou do evento também contribuiu com uma ação solidária promovida pela Premier Pet. O ingresso foi um pacote de leite em pó, que posteriormente será convertido em ração para a ONG parceira.


A arrecadação ultrapassou 500 quilos de leite em pó, que serão convertidos em 500 quilos de ração. A ação beneficia tanto instituições de caridade, quanto de proteção animal. Para Daniella Sother, o resultado superou as expectativas.


Foto: Acervo
Foto: Acervo
“Foi um sucesso. Público fantástico. Gatos belíssimos o tempo inteiro, que já era o esperado. Foram 25 gatinhos adotados e a gente ficou muito feliz por isso. Porque, como eu sempre falo, é uma opção comprar ou adotar. Então, foi um sucesso, a gente está muito feliz, missão cumprida. Mais do que cumprida, porque, na realidade, superou as nossas expectativas.”

A exposição também reforçou o crescimento da cultura felina no Rio de Janeiro e mostrou que gatos de raça e gatos sem raça definida podem dividir o mesmo espaço.


“Isso só mostra que aqui no evento tem espaço para gatos de raça e gatos sem raça. Todos juntos”, destacou a organização.

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Cachorro de pelagem marrom e branca, da raça Pit Bull ou American Bully, com uma expressão feliz e boca aberta, sendo abraçado afetuosamente por uma mulher loira. A imagem é um plano médio focado no rosto do cão, com um fundo desfocado de folhas de outono.

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Um cachorro da raça Bernese e um gato de pelagem longa cinza e preta estão deitados juntos de forma muito relaxada no chão de piso frio claro e brilhante de um corredor. O cão, posicionado à direita e parcialmente escondido por um batente de porta branco, apoia o grande focinho preto e branco diretamente no chão e olha de soslaio em direção à câmera. O gato está deitado de lado logo atrás da cabeça do cachorro, com o corpo estendido e uma das patas dianteiras levemente erguida, olhando fixamente para a lente com seus grandes olhos verdes e expressivos, sob uma iluminação suave vinda de uma porta branca e cortinas claras desfocadas ao fundo.

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Em um evento interno para animais de estimação, um homem de camisa escura e calça clara está de costas, segurando e erguendo um gato de pelagem cinza e fofa para avaliação. À sua esquerda, um juiz vestindo camisa jeans clara analisa o felino atrás de uma mesa coberta com uma toalha azul com o logotipo "PremieR" e uma placa de identificação com a bandeira do Brasil que diz "Sr. Hugo Cavalheiro". No cenário, há um homem com colete laranja à esquerda, outro de jaqueta preta à direita e uma grande parede verde texturizada imitando grama ao fundo.

Afinal, como os juízes escolhem os vencedores em uma exposição animal?

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