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COMPORTAMENTO E BEM-ESTAR

Férias com o pet: o guia para viajar com seu melhor amigo

Para muitos tutores, a viagem só está completa quando o pet viaja junto; mas viajar acompanhado de um animal exige muito mais do que apenas colocá-lo no carro ou reservar uma hospedagem que aceite pets

21/07/26

6 min de leitura

Redação Pet Mania, Dra. Fernanda Lorezza e Dr. Frederico Bastos

Foto de um cachorro da raça Golden Retriever com o rosto para fora da janela de um carro verde em movimento. O cão exibe uma expressão extremamente alegre e entusiasmada, com os olhos bem abertos, orelhas esvoaçantes ao vento e a boca escancarada com a longa língua rosa para fora. O plano de fundo revela uma estrada asfaltada e uma paisagem natural verdejante sob um céu azul com nuvens brancas, capturadas de forma desfocada devido à velocidade.

Levar o pet nas férias de julho pode parecer simples: reservar uma hospedagem pet friendly, colocar a caixinha de transporte no carro e partir. Na prática, porém, uma viagem mal planejada pode terminar em estresse, desconforto e até problemas sérios de saúde para o animal. Médicos-veterinários alertam: a preparação começa muito antes de sair de casa.


Atenção com animais filhotes e idosos

Atenção especial para os filhotes e os idosos. Segundo Dr. Frederico, animais filhotes ainda têm o sistema imunológico em desenvolvimento e, em muitos casos, não concluíram o protocolo vacinal. Levá-los a locais com grande circulação de animais — hotéis, parques, praias — aumenta o risco de exposição a doenças infecciosas.


Já os animais idosos exigem avaliação ainda mais criteriosa. Doenças cardíacas, renais, articulares, respiratórias e endócrinas podem ser agravadas pelo estresse da viagem. Em alguns casos, o veterinário pode ajustar medicamentos, recomendar paradas mais frequentes no trajeto ou até desaconselhar a viagem quando os riscos superarem os benefícios.



Check-up de saúde do pet

Além da antirrábica, cães e gatos devem estar protegidos contra as principais doenças recomendadas para sua espécie. Dependendo do destino, o veterinário pode indicar reforços específicos. Controle de pulgas, carrapatos e vermes também entra nessa conta: algumas regiões têm maior incidência de doenças como a erliquiose, a babesiose e a leishmaniose visceral.


O que levar para o pet?

Montar uma mala exclusiva para o pet é uma das melhores formas de garantir que nada importante seja esquecido.

Jornal Digital

Essa matéria faz parte da nossa edição de Julho do Jornal Digital. Confira as outras matérias gratuitamente.



Checklist da mala do pet

Alimentação: ração habitual em quantidade suficiente + reserva extra

Hidratação: garrafa portátil ou bebedouro dobrável

Medicamentos: dose completa + dias extras + receita médica

Higiene: saquinhos, toalha, escova; caixa de areia e areia de casa (gatos)

Conforto: brinquedo favorito, manta ou caminha conhecida

Segurança: guia, coleira/peitoral, plaquinha de identificação, cinto para cão


Transporte seguro: carro, ônibus ou avião

O pet nunca deve viajar solto dentro do veículo. Em uma freada brusca ou colisão, ele pode ser arremessado com força, causando lesões graves. Além disso, um animal circulando livremente pelo carro distrai o motorista e aumenta o risco de acidentes.


Para cães, o ideal é um cinto de segurança próprio preso ao peitoral (nunca à coleira cervical) ou uma caixa de transporte fixada ao banco. Gatos devem sempre ir em caixas resistentes e bem ventiladas.

Nas viagens de avião, acostumar o pet à caixa de transporte com antecedência faz toda a diferença. Deixe-a disponível em casa dias antes, com brinquedos, petiscos e mantas familiares.

"Cada companhia possui regras próprias sobre peso máximo permitido na cabine, dimensões da caixa de transporte, documentação sanitária e condições para embarque. Dependendo do porte do animal, ele poderá viajar na cabine, junto ao tutor, ou no compartimento destinado ao transporte de animais", alerta Dra. Fernanda.

Hospedagem e destino: pesquise antes de reservar

A escolha do destino também deve levar em conta o perfil do animal. Cães idosos ou com doenças articulares podem não aproveitar trilhas longas. Raças braquicefálicas — Pug, Bulldog Francês, Shih Tzu, Boxer, Persa — têm mais dificuldade para tolerar calor intenso e esforço físico. Gatos, em geral, adaptam-se melhor a ambientes tranquilos, como casas ou apartamentos alugados.


Importante: nem sempre o melhor destino para você será o melhor destino para o seu pet. Em alguns casos, deixá-lo aos cuidados de uma pessoa de confiança ou em um hotel especializado pode ser a alternativa mais segura e confortável.




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Duas rãs verdes e brilhantes aparecem em primeiro plano, com uma posicionada diretamente sobre o dorso da outra em comportamento de amplexo (reprodução). Ambas possuem pele lisa na cor verde-bandeira, uma listra amarela clara marcante que corre pelas laterais do corpo e grandes olhos castanhos salientes, apoiando-se sobre uma superfície azul-turquesa lisa e úmida, com folhagens verdes totalmente desfocadas ao fundo.

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