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saúde pet

Como proteger seu pet do frio: guia prático para um inverno seguro e confortável

Médico-veterinário desvenda os riscos reais do frio para cães e gatos — e ensina como proteger seu pet com cuidados simples e práticos

13/06/26

6 min de leitura

Redação Pet Mania e Dr. Frederico Bastos

Um filhote de cachorro da raça Jack Russell Terrier está sentado em um piso laminado claro, olhando em direção à câmera. O cão possui manchas marrons simétricas na cabeça e ao redor dos olhos, cobrindo também as orelhas caídas, enquanto o focinho é inteiramente branco. Ele veste um macacão de inverno completo na cor azul-celeste, com pernas e mangas compridas, complementado por um colete azul-escuro estampado com flocos de neve e um capuz forrado com pelos fofos em tom turquesa ao redor do pescoço.

Seu cachorro tremeu no frio? Cuidado. Tremor em pet pode ser sinal de hipotermia — e, em casos graves, ela pode ser fatal. A temporada de inverno traz consigo uma série de riscos reais para cães e gatos que muitos tutores ainda não levam a sério. E o principal equívoco é simples: achar que o pelo do animal é o mesmo que o nosso agasalho.


Tremeu? Pode não ser só o frio

Um detalhe importante que o veterinário faz questão de esclarecer: tremor não significa automaticamente que o pet está com frio. "Tremedeira não significa sempre frio: pode ser dor, medo, febre, ansiedade ou hipoglicemia, então é importante observar o contexto e outros sinais", alerta.


Quem é mais frágil

Filhotes

Foto: Unsplash
Foto: Unsplash

Os pequeninos têm dupla vulnerabilidade no inverno. "Filhotes têm dificuldade maior em regular a temperatura corporal e imunidade ainda imatura, por isso são mais sensíveis ao frio e às viroses respiratórias." O veterinário recomenda ambiente bem aquecido, vacinas e vermifugação em dia, e exposição limitada ao frio.


Idosos

A terceira idade nos pets vem com seus próprios desafios. "Idosos apresentam imunidade mais baixa e maior frequência de artrose, problemas de coluna, cardíacos e respiratórios, que pioram no frio." Para eles, o Dr. Frederico indica camas mais macias e quentes, proteção contra vento, controle da dor e acompanhamento veterinário mais próximo.


Raças pequenas e de pelo curto

Pinschers, whippets, galgos, chihuahuas e raças sem pelo perdem calor muito mais rápido do que outras. "Raças pequenas, magras ou com pouco pelo perdem calor mais rápido e, em geral, sofrem mais no frio." Já huskies e akitas, com seu pelo denso, toleram melhor — mas ainda assim precisam de abrigo adequado.


Obesos e doentes crônicos

A obesidade, que já traz riscos articulares, respiratórios e cardíacos, pode ser agravada pelo frio e pela redução de atividade física na estação. "Animais com doenças cardíacas, renais, respiratórias ou endócrinas exigem monitoramento especial, pois qualquer estresse térmico pode descompensar o quadro", adverte o veterinário.


Jornal Digital

Confira essa matéria completa na

edição de junho do Jornal Digital.



O guia prático: o que fazer (e o que evitar)

A cama importa — e muito

O piso gelado é uma das maiores armadilhas do inverno para os pets. Caminhas elevadas ou isolantes, mantas e evitar que o pet passe longos períodos deitado no chão frio. O local de descanso também deve ser protegido de correntes de ar.


Roupinhas: quando ajudam e quando atrapalham

O veterinário tira a dúvida de uma vez: "Roupinhas podem ajudar muito em cães pequenos, magros, idosos ou de pelo curto, desde que confortáveis, secas, limpas e do tamanho correto." Para gatos peludos, porém, muitas vezes não é necessário — e alguns ficam estressados com elas. Se a roupa atrapalhar a movimentação ou causar calor excessivo, melhor evitar o uso.


Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
"Com pequenos cuidados diários – cama aquecida, banho adequado, vacinação em dia, hidratação e atenção à mudança de comportamento – é possível atravessar a estação fria com segurança e qualidade de vida para cães e gatos." — Dr. Frederico Bastos

Banho com cuidado — e secagem completa

No inverno, os banhos podem ser mais espaçados. Mas quando acontecerem, há uma regra de ouro: "É fundamental secar completamente o animal para não deixá-lo úmido, o que favorece doenças de pele e problemas respiratórios." Água fria e horários gelados são os inimigos. Uma alternativa prática é intercalar banhos tradicionais com banhos a seco.


Passeios: menos frio, mesma diversão

Passear continua sendo essencial para a saúde física e mental dos pets — mas a hora do passeio merece atenção. "É melhor evitar os horários mais frios, como madrugada e fim de noite. Se estiver ventando muito ou chovendo, vale encurtar o passeio, usar roupinha em animais sensíveis e focar mais em brincadeiras dentro de casa", orienta o veterinário.


Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Água e alimentação: atenção ao que muda

Um problema silencioso do inverno é a queda na ingestão de água. "Muitos pets tendem a beber menos água no frio, porque a sensação de sede diminui." As consequências podem ser sérias: problemas urinários, constipação, entre outros.


Já a alimentação, em geral, não precisa mudar para pets que vivem dentro de casa em clima moderado como o do Brasil.



Os erros que o tutor não pode cometer

Entre os erros mais frequentes estão: deixar o pet dormir no sereno ou no chão frio, dar banhos gelados, não secar direito, usar roupinhas desconfortáveis, alterar a alimentação sem orientação e automedicar com remédios humanos. Outro erro é subestimar tremores, tosse e cansaço, atrasando a ida ao veterinário.


A automedicação nunca deve ser feita pelo tutor. Nenhum medicamento deve ser administrado sem prescrição veterinária.

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