meio ambiente
Visita indesejada: o pesadelo do rato subindo pelo vaso sanitário é real
Embora seja uma cena rara, ratazanas são nadadoras de elite e podem cruzar o esgoto até o seu banheiro. Entenda como essa proeza acontece e o que fazer para blindar sua casa contra essa invasão
09/10/26
4 min de leitura
Redação Pet Mania

Parece cena de filme de terror, mas é a realidade: dar de cara com um rato nadando no seu vaso sanitário é um evento que realmente pode acontecer. Relatórios de órgãos oficiais de saúde do Brasil comprovam que a famosa ratazana (ou rato-de-esgoto) tem a capacidade de navegar pelas tubulações subterrâneas e, dependendo da situação, dar o ar da graça dentro do seu banheiro.
Mas fique calmo, o sanitário não é exatamente a porta de entrada favorita dos roedores. Embora algumas espécies de ratos sejam excelentes nadadoras e consigam se deslocar pelas redes de esgoto, essa não é a forma mais comum de entrada em uma residência.
O causador do pânico
O grande "atleta" por trás dessa façanha é o Rattus norvegicus, também conhecido como gabiru, rato-pardo ou ratazana. Ele é o verdadeiro peso-pesado dos roedores urbanos que ameaçam a saúde pública no país. De acordo com os manuais do Ministério da Saúde e da Funasa, esse bicho possui uma musculatura extremamente potente e usa sua cauda longa como um leme, o que o transforma num nadador excepcional.

Para se ter uma ideia do fôlego do animal, ele consegue nadar contra a correnteza e prender a respiração debaixo d'água por mais de três minutos. Além disso, dados técnicos do Instituto Biológico de São Paulo apontam que a ratazana pode nadar até 800 metros em áreas abertas. Com todo esse preparo físico, aquela água que fica no fundo do vaso sanitário (no sifão) — que serve justamente para bloquear o mau cheiro do esgoto — não é obstáculo. O bicho viaja pelo encanamento, mergulha por essa curva com água e emerge na privada.
Mas não é preciso entrar em pânico toda vez que for ao banheiro. Como não há estatísticas nacionais sobre o tema, não dá para dizer que é um fenômeno rotineiro. O perigo aumenta bastante apenas se a rede de esgoto estiver danificada ou se o encanamento do imóvel for muito antigo e mal conservado. Residências em andares mais baixos ou localizadas perto de redes muito infestadas correm um risco um pouco maior.
Vale lembrar que esses animais costumam preferir caminhos mais fáceis, como frestas nas paredes, ralos destampados e buracos.
Como prevenir
Para não transformar esse susto em realidade, a prevenção é descomplicada. Mantenha a manutenção hidráulica em dia, tampe bem os ralos, conserte rachaduras e vede qualquer fresta que dê acesso ao exterior. Além disso, o básico sempre funciona: não acumule entulhos, guarde os alimentos em potes bem fechados e evite descartar restos de comida ou óleo de cozinha diretamente na pia ou no vaso sanitário, pois os resíduos de gordura grudam nos canos e atraem os roedores para a sua tubulação.
Se desconfiar de falhas no encanamento, chame um encanador para instalar válvulas que impeçam o refluxo da água (e dos bichos).
E se acontecer o improvável?
E se, por um tremendo azar, um visitante peludo aparecer nadando na sua privada? A dica é simples: feche a tampa do vaso imediatamente, tire crianças e animais de estimação de perto e isole o cômodo. Na sequência, entre em contato com o serviço municipal de zoonoses da sua cidade para receber as devidas orientações e acione uma equipe profissional de controle de pragas.









