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COMPORTAMENTO E BEM-ESTAR

31 de julho é o Dia do Vira-lata — e tem muito mais por trás dessa data do que você imagina

A data existe para valorizar os cães e gatos sem raça definida e incentivar a adoção responsável. Saiba como identificar um vira-lata, quanto tempo vive e por que adotar um pode ser a melhor decisão da sua vida

31 de jul. de 2026

8 min de leitura

Redação Pet Mania

Todo dia 31 de julho o Brasil celebra o Dia do Vira-lata — uma data criada para conscientizar a população sobre a importância de adotar cães e gatos sem raça definida e, de quebra, dissociar o termo "vira-lata" de qualquer conotação negativa que ainda carrega por aí.


O movimento está surtindo efeito. A cada ano que passa, mais animais SRD (sem raça definida) encontram um lar definitivo no Brasil, provando que todo pet — independentemente de onde veio ou de qual seja sua origem — merece receber amor, cuidado e respeito em igual medida.


Afinal, como identificar um cão vira-lata?

Quando o assunto é cão SRD, a primeira imagem que vem à cabeça da maioria das pessoas é o famoso vira-lata caramelo: porte médio, pelo curto e tom marrom claro. Mas essa categoria vai muito além desse estereótipo.



Na prática, são considerados vira-latas todos os cães que resultam da mistura de duas ou mais raças e não possuem certificação oficial — mesmo que apresentem características bem marcantes de alguma raça específica. O pedigree é o único documento capaz de atestar a linhagem de um animal, comprovando a procedência de seus ancestrais. Sem ele, não há como garantir a raça com total segurança.


Quanto tempo vive um vira-lata?

Os cães SRD são conhecidos por ter uma expectativa de vida mais longa do que a maioria das raças definidas. Em média, vivem entre 12 e 15 anos — mas esse número pode variar conforme a idade do animal, seu porte, histórico de saúde e estilo de vida ao longo dos anos.


Qual é o temperamento de um cachorro sem raça definida?

Não existe um perfil comportamental único para os vira-latas — afinal, cada animal é singular e traz consigo traços próprios que o tornam especial. De forma geral, porém, esses cães costumam ser amigáveis, leais aos tutores e bastante inteligentes, adaptando-se com facilidade a ambientes novos e situações inusitadas.



Por muito tempo, justamente essa imprevisibilidade de temperamento foi usada como pretexto para rejeitar os SRD. Mas há uma outra forma de encarar essa característica: ela pode ser extremamente positiva, pois permite ao tutor se surpreender com o pet a cada dia — assim como acontece com bebês recém-chegados ou com novos amigos que vamos conhecendo ao longo da vida.


Por que adotar um vira-lata vale tanto a pena?

Os ganhos de adotar um cachorro SRD são muitos — tanto para o animal quanto para a família que o recebe. Em primeiro lugar, a adoção representa uma virada real na trajetória de um ser que provavelmente vivia nas ruas ou aguardava em um abrigo: significa oferecer um lar seguro e repleto de afeto, onde ele possa aproveitar o melhor da vida ao lado de quem o escolheu — e retribuir com amor incondicional.


No aspecto financeiro, o processo de adoção não tem custo, e muitos pets já chegam ao novo lar com as primeiras vacinas e os vermífugos em dia. Mas é importante esclarecer um ponto: isso não significa que cães SRD sejam necessariamente mais baratos de manter do que os de raça. Independentemente da origem, todo animal precisa de alimentação de qualidade, visitas regulares ao veterinário, vacinas atualizadas, cama, brinquedos e todos os itens que garantem uma rotina saudável e confortável.



Por fim, vale reforçar: a adoção responsável é fundamental para assegurar a segurança e o bem-estar do animal. Antes de tomar a decisão, é essencial refletir com cuidado sobre todos os fatores envolvidos — como o tempo disponível para dedicar ao cão, o espaço da residência e a capacidade financeira para arcar com os custos ao longo da vida do pet.


O Dia do Vira-lata é uma ótima oportunidade para repensar preconceitos, apoiar iniciativas de adoção e, quem sabe, abrir espaço na sua vida — e no seu coração — para um novo companheiro de quatro patas.

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