Prisão preventiva: Agressores de capivara no Rio continuarão presos
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Seis homens seguem detidos preventivamente e dois adolescentes foram internados após ataque brutal contra o animal na Ilha do Governador
A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter presos os seis homens detidos por agredir uma capivara na zona norte da cidade. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (23) pelo juízo da Central de Audiência de Custódia de Benfica, que converteu a prisão em flagrante dos acusados em prisão preventiva. O crime ocorreu no último sábado (21), na Ilha do Governador. Os acusados são Wagner da Silva Bernardo, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues, José Renato Beserra da Silva e Isaias Melquiades Barros da Silva.
De acordo com a denúncia, os seis homens, acompanhados de dois adolescentes, são suspeitos de atacar violentamente uma capivara com barras e pedaços de madeira — alguns deles contendo pregos. A agressão teria ocorrido durante a madrugada, na Rua Repouso, localizada no bairro Jardim Guanabara. Os oito envolvidos foram identificados e detidos ainda no mesmo dia do crime. No caso dos adolescentes, que também participaram da sessão de espancamento, a Vara da Infância e da Adolescência da Capital determinou, no domingo (22), a internação provisória.
Justificativa da Decisão Judicial
Ao justificar a decisão, o juiz Rafael Rezende destacou a gravidade do caso e a necessidade da medida para preservar a ordem pública.
'A gravidade em concreto do delito demonstra a necessidade da prisão cautelar para a garantia da ordem pública. As imagens amplamente divulgadas pela mídia e que circulam nas redes sociais revelam a extrema crueldade do crime praticado. Ante o exposto, converto a prisão em flagrante em prisão preventiva', determinou o magistrado.
Elementos Agravantes da Conduta
Na decisão, o juiz também enfatizou os elementos que agravam a conduta dos envolvidos, como a atuação em grupo, a participação de menores e os instrumentos utilizados na agressão. 'A pluralidade de agentes, o envolvimento de adolescentes no crime, o potencial lesivo dos instrumentos usados no crime (pedaços de madeira, alguns deles contendo pregos) e a diversidade de golpes desferidos, capazes de causar intenso sofrimento físico ao indefeso animal, aumentam a reprovabilidade da conduta dos custodiados'.
Os pedidos das defesas para concessão de liberdade provisória — baseados no fato de os acusados possuírem residência fixa e serem réus primários — foram negados pelo magistrado.




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