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Conheça Hulk, o cão farejador da PMERJ que virou destaque nacional

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

Pastor-belga malinois do BAC identifica bunker escondido na Maré e protagoniza a maior apreensão de drogas do país


Foto: Reprodução/ PMERJ
Foto: Reprodução/ PMERJ

Um cão farejador da Polícia Militar do Rio de Janeiro virou protagonista de uma das maiores operações contra o tráfico já registradas no Brasil. Hulk, um pastor-belga malinois de 4 anos, foi o responsável por localizar um esconderijo com impressionantes 48 toneladas de maconha no Complexo da Maré — uma apreensão histórica que colocou o animal em evidência dentro da corporação.


Integrante do Batalhão de Ações com Cães (BAC), Hulk demonstrou mais uma vez a eficiência do faro canino ao indicar um bunker oculto em uma cisterna, instalada na laje de uma construção abandonada na comunidade da Nova Holanda. O local passou despercebido pelos agentes, mas não pelo comportamento do cão, que ficou inquieto ao se aproximar da área, levantando suspeitas.


Foto: Reprodução/ PMERJ
Foto: Reprodução/ PMERJ

Dentro da estrutura, os policiais encontraram mais de 20 mil tabletes de maconha, pesando entre 1 kg e 1,5 kg cada, armazenados em sacos plásticos e caixas de papelão. A descoberta consolidou a operação como a maior apreensão do tipo já registrada no país.


Um cão treinado para grandes missões

Doado ainda filhote à Polícia Militar, Hulk iniciou seu treinamento aos seis meses de idade. Desde então, desenvolveu uma rotina baseada em disciplina, estímulos constantes e uma forte conexão com o sargento Wildemar de Oliveira, responsável por conduzi-lo nas operações.


Foto: Reprodução/ PMERJ
Foto: Reprodução/ PMERJ

Com mais de 200 participações em ações envolvendo drogas e armamentos, o cão é conhecido no batalhão pela agitação e pela resposta rápida aos comandos. Seu desempenho é resultado de um treinamento contínuo, baseado na repetição e na associação entre o faro e recompensas — geralmente simples, como sua inseparável bolinha de tênis.


Faro apurado faz a diferença

No BAC, onde cerca de 80 cães compõem o efetivo, Hulk se destaca pela precisão ao identificar pontos suspeitos, mesmo sem sinais visíveis para os agentes. O olfato canino pode ser até mil vezes mais sensível que o humano, o que permite detectar substâncias escondidas em locais fechados, concretados ou de difícil acesso.


Foto: Reprodução/ PMERJ
Foto: Reprodução/ PMERJ

A rotina do animal inclui treinos frequentes, alimentação controlada e participação em operações em diversas regiões do estado. Já nos momentos de descanso, o cuidado também é estratégico: após grandes ações, Hulk ganha mais tempo para brincar — uma forma de aliviar o estresse e manter o estímulo para o trabalho.


Recompensa que motiva

"A recompensa deles é o brinquedo. "Quando vêm de grandes apreensões, a gente deixa que eles fiquem mais tempo com a bolinha, por exemplo. Como o instinto de caça deles é bem alto, acabam destruindo o brinquedo porque querem muito ele. E também é uma forma de eles desestressarem", explicou o sargento do BAC.


O destaque recente reforçou a importância de Hulk dentro da corporação, e o comando do batalhão já avalia formas de homenagear o animal pela atuação na operação.


Treinamento e carreira

Os cães do BAC começam a ser preparados ainda jovens, por volta dos seis meses de idade. O processo de formação dura, em média, entre um ano e meio e dois anos, período necessário para que estejam aptos a atuar em operações reais.


Durante o treinamento, os animais têm contato direto com substâncias ilícitas, o que permite identificar até mesmo partículas mínimas de odor a distância.


A carreira, no entanto, não é para sempre. Em geral, cães farejadores se aposentam por volta dos 8 anos de idade e, na maioria dos casos, acabam sendo adotados pelos próprios condutores — encerrando a trajetória ao lado de quem esteve com eles em campo.

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