Operação conjunta resgata 16 aves silvestres e expõe criação ilegal em Vila Velha
- 18 de mar.
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Ação integrada de fiscalização em três pontos resulta em apreensões e encaminhamento de animais para reabilitação

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio do Núcleo de Proteção Animal da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DEPMA), realizou nesta terça-feira (17) uma operação integrada em parceria com a Guarda Municipal de Vila Velha e a Secretaria de Meio Ambiente do município. A iniciativa teve como foco combater a posse irregular de animais silvestres na região.
A ação resultou no resgate de 16 aves, que agora passarão por um processo de reabilitação antes de serem reintegradas à natureza. Ao todo, três locais foram alvo de fiscalização pelas equipes envolvidas.
No primeiro endereço, foram apreendidos 13 pássaros — sendo um coleiro e 12 canários-da-terra — que estavam sendo mantidos em condições inadequadas. Já no segundo ponto, foi encontrada uma ave com anilha, porém sem a documentação necessária que comprovasse sua regularidade. O responsável foi notificado e terá um prazo de 10 dias para regularizar a situação, sob risco de sofrer sanções administrativas e judiciais.
No terceiro local, os agentes resgataram dois papagaios, sendo que um deles pertence a uma espécie ameaçada de extinção. Todos os animais foram encaminhados para atendimento veterinário especializado e seguirão os protocolos de reabilitação, com posterior soltura em seus habitats naturais, conforme estabelece a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98).
“A operação reforça o compromisso das instituições com a proteção da fauna silvestre, atuando no combate ao tráfico e à criação ilegal de animais. Essas ações preventivas salvam vidas e contribuem para a preservação do equilíbrio ambiental. A população pode colaborar denunciando práticas ilegais envolvendo animais silvestres”, destacou o responsável pelo Núcleo de Proteção Animal da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DEPMA), delegado Leandro Piquet.
Os responsáveis pelos animais assinaram um termo circunstanciado (TC) por matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, e foram liberados após assumirem o compromisso de comparecer em juízo.




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