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COMPORTAMENTO E BEM-ESTAR

Setembro Amarelo: seu pet pode ser um aliado poderoso contra a depressão

No mês dedicado à saúde mental, psicóloga explica como o vínculo com animais pode reduzir a solidão, estimular a rotina e oferecer acolhimento — sem substituir o acompanhamento profissional

18/09/26

5 min de leitura

Redação Pet Mania

Cachorro de pelagem marrom e branca, da raça Pit Bull ou American Bully, com uma expressão feliz e boca aberta, sendo abraçado afetuosamente por uma mulher loira. A imagem é um plano médio focado no rosto do cão, com um fundo desfocado de folhas de outono.

Cães, gatos e outros animais de estimação já ocupam um espaço afetivo inegável na vida de milhões de pessoas. Mas, além do carinho cotidiano, eles podem ter um papel concreto em momentos de fragilidade emocional: ajudam a reduzir a sensação de isolamento, estimulam a manutenção de uma rotina e criam vínculos que fazem diferença real no dia a dia de quem está sofrendo.


No Setembro Amarelo — mês voltado à conscientização sobre saúde mental —, a relação entre pessoas e animais merece atenção justamente por esse potencial de acolhimento. Para quem atravessa períodos de tristeza, depressão, ansiedade, estresse ou isolamento social, a presença de um animal pode ser especialmente significativa.


A Psicóloga Forense Isabel Araujo explica que os animais têm uma sensibilidade particular para perceber alterações no comportamento e na rotina de quem convive com eles — e costumam reagir buscando maior aproximação.

Jornal Digital

Confira essa matéria completa na

edição de setembro do Jornal Digital.



A pesquisa científica aponta na mesma direção. Estudos indicam que a convivência com animais de estimação — sobretudo cães — está associada à redução do risco de doenças cardíacas, pressão alta e depressão.


"Cada animal tem a sua própria personalidade, mas de forma geral, os cães são mais agitados e brincalhões, elevando os níveis de serotonina e dopamina dos tutores com as brincadeiras. Quando o tutor compartilha as atividades físicas com seu cão, a pessoa consegue perceber uma melhora no humor e na redução da ansiedade também", conta Isabel.


Por que o vínculo com o pet faz diferença em momentos difíceis

Homem barbudo encosta o nariz ao de um cão marrom, ao pôr do sol, com fundo dourado e clima de carinho.
O vínculo com um animal de estimação atua como um antídoto ao isolamento | Foto: Acervo

Em períodos de depressão, tarefas simples do cotidiano podem se tornar um desafio. É justamente aí que o cuidado com um animal cria uma estrutura natural: horários de alimentação, passeios, higiene e interações passam a funcionar como âncoras da rotina, oferecendo ao tutor razões concretas para levantar, sair de casa, se movimentar e manter algum contato com o mundo.


Um suporte que vai além da depressão

A contribuição dos pets para o equilíbrio emocional não se limita à depressão. Ansiedade, nervosismo, estresse, solidão e isolamento social são outros contextos em que a convivência com um animal pode ter impacto positivo.


Para quem passa grande parte do dia sem companhia, o animal oferece uma oportunidade diária de interação.


Ter um pet é uma responsabilidade — e precisa ser uma escolha consciente

Mulher abraça um gato tigrado de coleira rosa em close-up, com clima carinhoso e fundo claro desfocado.
Não existe uma indicação única de espécie ou raça ideal para pessoas com depressão ou ansiedade. | Foto: Unsplash

Apesar de todos esses benefícios, a decisão de adotar ou adquirir um animal exige reflexão cuidadosa. Um pet não deve ser buscado exclusivamente como forma de tratar uma condição de saúde mental. A relação precisa ser positiva para os dois lados, e a pessoa precisa ter condições reais de oferecer alimentação, cuidados veterinários, atenção, higiene, atividade física e segurança ao animal.


O pet apoia — mas não substitui o profissional de saúde

Por mais positivo que seja o vínculo com o animal, ele tem um limite fundamental: não substitui psicólogo, psiquiatra, médico nem qualquer outro profissional de saúde.


"O vínculo com os pets pode integrar toda uma rede de apoio, mas não deve ser considerado como único tratamento ou como solução definitiva para o o quadro psíquico", alerta Isabel.


O pet pode — e muitas vezes faz — uma diferença real na vida emocional de quem está sofrendo. Mas ele é parte de uma rede de suporte, não o único recurso. Buscar acompanhamento profissional especializado continua sendo o caminho mais seguro e eficaz para tratar condições como depressão e ansiedade.


Setembro Amarelo: Se você ou alguém próximo está passando por um momento difícil, procure ajuda. O CVV (Centro de Valorização da Vida) atende 24 horas por dia, todos os dias, pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br. O acolhimento profissional faz diferença.


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