Exposição no Rio une gatos de raça, adoção responsável e arrecadação recorde para ONG
Evento promovido pelo Rio Cat Clube terminou com 25 gatos adotados, mais de 500 quilos de leite em pó arrecadados e meia tonelada de ração destinada a animais resgatados

A 13ª e a 14ª Exposições Internacionais de Gatos de Raça não foram apenas uma oportunidade para o público conhecer algumas das mais belas raças felinas do mundo. O evento também se transformou em uma grande ação solidária, beneficiando pessoas em situação de vulnerabilidade, organizações de proteção animal e dezenas de gatos que buscavam uma nova família.
Ao final dos dois dias de exposição, o balanço foi comemorado pelos organizadores: 25 gatos sem raça definida foram adotados e mais de 500 quilos de leite em pó foram arrecadados por meio do ingresso solidário promovido pela Premier Pet.
Ingresso solidário transformou visita em ajuda
Para participar do evento, os visitantes contribuíam com um pacote de leite em pó. Todo o material arrecadado será destinado a instituições de caridade, enquanto a mesma quantidade será convertida em ração pela Premier Pet para auxiliar animais resgatados.

Segundo Tatiana, coordenadora do Canal Criador da Premier Pet, a expectativa era alta desde o primeiro dia: "Ontem tivemos um recorde. Conseguimos arrecadar mais de 160 quilos de leite. E que será revertido em 160 quilos de alimentação para ONGs parceiras".
A meta inicial era alcançar meia tonelada de arrecadação até o encerramento do evento. O objetivo foi atingido e superado, garantindo uma importante ajuda tanto para pessoas quanto para animais.
Além da ação realizada durante a exposição, a empresa mantém iniciativas permanentes por meio do Instituto Premier Pet, que apoia diversas organizações de proteção animal em diferentes regiões do país.
Adoção responsável em destaque
Embora o foco principal da exposição sejam os gatos de raça, os visitantes também encontraram um espaço dedicado à adoção responsável, conduzido pela ONG Instituto Resgatinhos.
No primeiro dia, os dez gatos levados pela instituição encontraram novos lares. A história da última adoção chamou atenção dos voluntários. Segundo Viviane, representante da ONG, uma pessoa que havia se interessado pelo último filhote disponível deixou o evento sem concluir a adoção, mas acabou mudando de ideia.
"Quando a gente tava indo embora, a pessoa que tinha gostado do gatinho voltou. Já tinha ido embora, se arrependeu e voltou. Foi em casa, trouxe uma caixa de transporte. Se arrependeu por não ter adotado. Voltou e conseguiu adotar."
No segundo dia, mais 12 gatos foram disponibilizados para adoção. Mas o resultado final superou todas as expectativas.
Confira: Exposição internacional de gatos reúne competição, adoção e solidariedade no Rio de Janeiro
Todos os gatos encontraram um lar
Ao término da exposição, não havia mais nenhum gato aguardando adoção.
Os 12 animais levados pela ONG no segundo dia também encontraram famílias, além de outras três adoções extras realizadas durante o evento.

No total, 25 gatos ganharam novos lares.
A última adoção aconteceu já nos momentos finais da exposição.
Questionado sobre o motivo da escolha, os novos tutores da gatinha responderam:
"Eu acho que ela é muito bonita e ela é carinhosa também. Então eu acho que vai se dar bem com os outros gatos."
Para Viviane, o resultado mostrou que existe espaço para todos os gatos, independentemente de terem ou não pedigree.
"Existe ainda muito preconceito acerca dos gatos de raça. E as pessoas não entendem que é uma exposição."
Ela destacou que a presença dos animais disponíveis para adoção ajudou a mostrar que as duas realidades podem coexistir: "E os nossos gatinhos SRD, 25 gatinhos, conseguiram um lar definitivo."
Mais do que adotar, é preciso assumir um compromisso
Durante o evento, a ONG também reforçou a importância da adoção responsável. Segundo Viviane, o principal critério para aprovação dos adotantes não está relacionado à condição financeira, mas ao compromisso com o bem-estar do animal: "Agora o animal não é um animal. Ele é um membro da família."
Ela lembra que muitos gatos podem viver entre 15 e 20 anos, havendo casos que ultrapassam os 25 anos de idade. Por isso, a decisão de adotar deve considerar alimentação, cuidados veterinários, segurança e afeto ao longo de toda a vida do animal. "Nós buscamos a pessoa que tenha esse compromisso com o animal até o fim da sua vida."
Público aprovou a iniciativa
Entre os visitantes, a união entre exposição, proteção animal e adoção foi um dos pontos mais elogiados.
Lígia destacou a importância de lembrar dos animais que ainda aguardam uma oportunidade: "Eu queria aproveitar para convidar as pessoas a ajudarem os animais que estão em situação difícil. Dar água. Adotar."
Já Marluce, que visitava uma exposição felina pela primeira vez, contou que possui cinco gatos adotados: "Meus animais são tudo frutos de adoção."
Ela afirma que, embora tenha vontade de adquirir um gato de raça, jamais abriria mão da adoção: "Não deixaria de adotar nunca, porque eu acho a adoção muito importante."
Missão mais que cumprida
Para Daniella Sother, presidente do Rio Cat Clube e organizadora das exposições, os resultados superaram todas as expectativas.
Além dos 25 gatos adotados, ela destacou a arrecadação recorde e o crescimento do interesse do público pela gatofilia: "Foram 25 gatinhos adotados e a gente ficou muito feliz por isso."
Segundo ela, o Rio de Janeiro vem conquistando cada vez mais espaço no cenário nacional das exposições felinas: "O Rio de Janeiro tem tudo para prosperar daqui para frente."
Com recorde de público, arrecadação histórica e todos os animais adotados encontrando um lar, a edição de 2026 encerrou suas atividades deixando um legado que vai muito além dos troféus e títulos conquistados dentro das pistas de julgamento.
