Golden Retriever morre após ingerir planta tóxica em resort de luxo; família cobra providências
Sansa, de seis anos, morreu de insuficiência hepática após ser intoxicada por cica durante hospedagem em resort em Salto de Pirapora, no interior de São Paulo. Tutores pedem indenização e suspensão de novas hospedagens até a retirada das plantas.

Uma cadela da raça Golden Retriever morreu após ingerir uma planta tóxica durante uma hospedagem em um resort de luxo em Salto de Pirapora, no interior de São Paulo. Segundo os tutores, Sansa estava saudável quando foi deixada no estabelecimento, mas acabou falecendo em decorrência de insuficiência hepática.
O caso ocorreu no Malabo Pet Resort, que se apresenta como o maior complexo pet da América Latina. Sansa, de seis anos, chegou ao local em 30 de junho. De acordo com laudos veterinários, a cadela sofreu intoxicação após ingerir pedaços de Palmeira-cica, uma planta considerada altamente tóxica para cães.

A família afirma que havia diversos exemplares da planta espalhados pelo resort, inclusive em áreas destinadas à circulação e à convivência dos animais. Os tutores também relatam que restos da vegetação teriam caído de um trator após uma poda, ao longo do trajeto até o local onde seriam descartados.
Planta tóxica em resort: gerente admite falha

Em conversas com os familiares, o gerente do estabelecimento classificou o ocorrido como uma “falha grande” e declarou que a equipe não tinha conhecimento de que a planta oferecia riscos aos animais.
A situação gerou indignação nos tutores, que questionam a presença de uma espécie tóxica em um espaço destinado à hospedagem e aos cuidados de cães.
“Você manda o cachorro para um hotel para cuidar dele e ter segurança, e o animal não volta. Como que as pessoas têm um hotel para cães e não sabem que existe uma planta tóxica ali no local? Para mim, isso é o cúmulo”, disse Michel, o tutor.
Família exige indenização e retirada das plantas
Diante da morte de Sansa, a família solicita o pagamento de indenização por danos morais e uma retratação pública por parte do resort.

Os tutores também pedem uma vistoria nas instalações do estabelecimento e que o caso seja comunicado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), à Vigilância Sanitária e ao Procon.
Outra reivindicação é a suspensão de novas hospedagens no local até que todas as plantas tóxicas sejam retiradas, como medida para evitar que outros animais sejam expostos ao mesmo risco.









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