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Final feliz: após meses de cuidados, gato-maracajá atropelado volta à vida selvagem no Oeste do Paraná

19 de dez. de 2025
2 min de leitura

Fêmea adulta passou por cirurgias, reabilitação e fortalecimento muscular antes de ser reintroduzida com sucesso na natureza


Foto: IAT Cascavel
Foto: IAT Cascavel

Após um extenso período de tratamento e recuperação, um gato-maracajá (Leopardus wiedii) atropelado no Oeste do Paraná foi finalmente devolvido ao seu habitat natural. A soltura ocorreu na quarta-feira (17) e contou com a participação de técnicos do Instituto Água e Terra (IAT), marcando o desfecho de quase nove meses de cuidados intensivos com o animal.


O felino, uma fêmea adulta com cerca de três quilos, foi vítima de atropelamento em abril, na BR-487, no sentido de Capitão Leônidas Marques. Ferida, com uma das patas dianteiras fraturada, a gata foi encontrada escondida dentro do veículo que a atingiu, estacionado em uma oficina mecânica da região.


Acionada para o atendimento da ocorrência, a equipe do escritório regional do IAT realizou o resgate e, após avaliar o quadro clínico, encaminhou o animal ao Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS) do Centro Universitário Univel, em Cascavel. No local, a fêmea passou por todos os procedimentos necessários para sua recuperação.


Foto: IAT Cascavel
Foto: IAT Cascavel

Durante o período de internação, o gato-maracajá foi submetido a duas cirurgias. Na primeira, os veterinários implantaram uma placa metálica no osso da pata lesionada, com o objetivo de estabilizar a fratura. Após o tempo adequado de cicatrização e acompanhamento clínico, a placa foi retirada em uma segunda intervenção, depois da confirmação da correta calcificação óssea.


Concluída a etapa cirúrgica, o animal ainda precisou passar por uma fase complementar de reabilitação. Para isso, foi transferido para um recinto especial do Zoológico Municipal de Cascavel, onde permaneceu por cerca de um mês, período essencial para o fortalecimento muscular e a recuperação plena da mobilidade antes do retorno à vida livre.


“Foi um processo longo, mas uma soltura bem-sucedida. Conseguimos devolver o gato-maracajá com instinto de defesa preservado e a mobilidade necessária para que consiga caçar presas vivas”, explica o coordenador do setor de fauna do escritório regional do IAT de Cascavel, Vinicius Góes.

O Leopardus wiedii é um felino silvestre com ampla distribuição pelo território brasileiro, exceto na região da caatinga. De hábitos predominantemente noturnos, destaca-se pela grande habilidade para escalar árvores. Entre suas principais características estão a cauda mais longa que os membros posteriores e a pelagem amarelo-escura na parte superior do corpo e na face externa das pernas.




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