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Edição especial dos Seminários da Amazônia do INPA recebe o arqueólogo Eduardo Góes Neves

  • 3 de mar.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 5 de mar.

Pesquisas de Neves ajudam na reconstituição da história da ocupação humana da Amazônia pelos povos da floresta


Foto: Eduardo Góes Neves/ EDUSP
Foto: Eduardo Góes Neves/ EDUSP

O professor titular e diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (USP), o arqueólogo Eduardo Góes Neves, é o convidado especial da primeira edição do ano dos Seminários da Amazônia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI). Com o tema “O que a arqueologia pode fazer para proteger a Amazônia?”, a palestra acontece nesta quarta-feira (04), às 14h, no Centro de Convivência do Inpa. 


Neves é docente de graduação e pós-graduação, além de pesquisador do Centro de Estudos Ameríndios (CESTA) da USP, coordenador do Laboratório de Arqueologia dos Trópicos do Museu de Arqueologia e Etnologia e do grupo de pesquisa Ecologia Histórica dos Neotrópicos. O pesquisador bolsista de produtividade 1 A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) tem cerca de 130 publicações, entre livros, artigos, capítulos de livros e textos de divulgação. 


As pesquisas desenvolvidas ao longo dos anos por Eduardo Neves e sua equipe contribuem para a reconstituição da história da ocupação humana da Amazônia pelos povos da floresta. Para o diretor do Inpa, o professor Henrique Pereira, a participação de Neves significa, para a comunidade do Inpa, um encontro entre as ciências da natureza e a arqueologia. “Nós vimos, nos últimos anos, defendendo a tese de que a floresta amazônica é resultado da produção cultural, ou seja, uma paisagem biocultural. E os trabalhos do professor Neves, em arqueologia, trazem evidências do papel das populações do passado na moldagem dessa paisagem”, destacou o diretor. 


No Projeto Amazônia Revelada, Neves está utilizando a tecnologia de sensoriamento remoto LIDAR (Light Detection and Ranging) para avaliar se há vestígios de sítios arqueológicos em terrenos baixos de regiões cobertas por floresta densa, sem a necessidade de escavar nem desmatar. “Isso tem revelado novos sítios arqueológicos e, numa quantidade compatível, embora não esperada, com as hipóteses da antropologia cultural sobre a densidade humana, ou seja, a ocupação humana da Amazônia em períodos anteriores à invasão europeia”, ressaltou Pereira. 


Os Seminários da Amazônia são uma iniciativa do Inpa, que reúne pesquisadores, estudantes de pós-graduação e interessados na temática para discutir temas ligados à ciência, ao meio ambiente e à sociedade. As sessões ordinárias ocorrem normalmente duas vezes por mês, às quintas-feiras, às 16h, no Centro de Convivência do instituto. 

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