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Campinas confirma primeiro caso de raiva em gato em uma década e faz busca por pessoas que tiveram contato com o animal

3 de ago.
2 min de leitura

Atualizado: 27 de ago.

Felino abandonado morreu em uma clínica veterinária após ser resgatado; diagnóstico foi confirmado pelo Instituto Pasteur e autoridades monitoram possíveis pessoas e animais expostos


Grupo de gatos e filhotes na calçada, junto a uma parede e um pote plástico, em clima curioso e alerta.
Foto: Reprodução

A Prefeitura de Campinas (SP) confirmou, na última semana, o primeiro caso de raiva animal em um gato registrado no município desde 2016. O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) informou nesta sexta-feira (31) que já colocou em prática o protocolo de medidas preventivas, que inclui a investigação epidemiológica, a identificação de pessoas que possam ter sido expostas ao vírus e o monitoramento de outros animais.


A gata, uma fêmea jovem, rajada e com pelagem branca na região abdominal, havia sido abandonada no Cemitério da Saudade. Ela foi encontrada por protetoras de animais e encaminhada para uma clínica veterinária, onde não resistiu. Diante da suspeita de raiva, os médicos-veterinários comunicaram o caso à Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) no dia 21 de julho.


A UVZ realizou a coleta de material biológico do felino e enviou as amostras para análise no Instituto Pasteur, que confirmou o resultado positivo para raiva na quarta-feira (29). A administração municipal ressaltou que a Unidade de Vigilância de Zoonoses mantém um trabalho permanente de orientação junto às clínicas veterinárias para que comuniquem imediatamente casos de mortes suspeitas.


Um funcionário da clínica que prestou atendimento à gata sofreu um arranhão durante o manejo do animal. Como ele já era imunizado contra a raiva, foi encaminhado para atendimento antirrábico humano (AARH) em uma unidade de saúde.


Busca ativa

Equipes do Devisa realizam, nesta sexta-feira (31), uma busca ativa de casa em casa nas proximidades do Cemitério da Saudade. O objetivo da ação é localizar rapidamente pessoas que possam ter tido contato com o animal e fornecer orientações sobre as medidas preventivas necessárias.


O Departamento de Vigilância em Saúde destaca que o risco está restrito às pessoas que tiveram contato direto com a gata. Quem acreditar que possa ter sido exposto ao vírus, mesmo sem ter sofrido mordidas ou arranhões, deve procurar a Unidade de Vigilância de Zoonoses pelo telefone (19) 2515-7044 para avaliação da situação.


Além disso, o órgão também fará o acompanhamento dos demais gatos que circulam na região.


Raiva animal

A raiva é uma doença viral transmitida, principalmente, pela mordida de animais infectados. No entanto, a infecção também pode ocorrer por meio de arranhões ou pelo contato da saliva contaminada com mucosas ou ferimentos abertos.


Os gatos não desenvolvem a doença de forma espontânea. Eles precisam ser contaminados, geralmente após contato com outro animal infectado, como morcegos. Depois de infectado, o felino pode transmitir o vírus para pessoas e outros animais por meio da saliva.


A enfermidade é considerada grave e pode ser fatal, mas pode ser evitada com a vacinação de cães e gatos e com o atendimento médico imediato após qualquer suspeita de exposição ao vírus.

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