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Cachorro muda comportamento e ajuda tutora a descobrir câncer agressivo a tempo

3 de mar.
2 min de leitura

Atitude incomum do labrador levou advogada americana a buscar exames; diagnóstico confirmou câncer de mama triplo-negativo


Foto: Chase Johnson/ Clínica Cleaveland
Foto: Chase Johnson/ Clínica Cleaveland

Uma mudança inesperada no comportamento do cachorro de estimação foi determinante para que a advogada americana Chase Johnson, de 36 anos, descobrisse precocemente um câncer de mama agressivo, antes que a doença evoluísse. O alerta partiu de Ceto, um labrador mestiço que passou a agir de maneira diferente sempre que estava próximo da tutora.


O animal começou a apresentar atitudes insistentes, como choramingar e pressionar repetidamente o focinho contra o seio esquerdo de Chase. O comportamento se repetiu várias vezes dentro de casa. Sem compreender o motivo da reação do cão, a advogada, moradora da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, resolveu investigar se poderia haver algum problema com sua própria saúde.


Exames confirmaram câncer agressivo

Ao procurar avaliação médica, Chase identificou a presença de um nódulo na mama. Após a realização de exames, recebeu o diagnóstico de câncer de mama triplo-negativo, uma das formas mais agressivas da doença.


O tratamento foi iniciado rapidamente e incluiu sessões de quimioterapia, radioterapia, cirurgia para retirada do tumor (lumpectomia) e também a remoção de linfonodos.


Depois de enfrentar todas as etapas do tratamento, em fevereiro de 2026, a advogada recebeu a notícia que tanto aguardava: foi considerada livre do câncer.


Chase afirma que a postura do seu cachorro foi essencial para que o problema fosse identificado em estágio inicial. Segundo ela, se não fosse a insistência de Ceto, talvez não tivesse notado o nódulo tão cedo.


Não foi um caso isolado

De acordo com o relato da advogada, essa não foi a primeira vez que Ceto apresentou reações diante de um problema de saúde na família. Antes do diagnóstico dela, o cão também passou a agir de maneira diferente perto do marido, Ben Byrn.


Na ocasião, o animal demonstrava agitação e insistia em se aproximar dele de forma incomum. Algum tempo depois, Ben foi diagnosticado com câncer de cólon.


Casos como esse reforçam relatos de que cães podem perceber alterações no organismo humano graças ao olfato altamente desenvolvido. Especialistas explicam que eles conseguem detectar mudanças químicas no corpo, o que faz com que, muitas vezes, identifiquem que algo não vai bem antes mesmo de os sintomas se tornarem evidentes.


Ainda assim, médicos alertam que, embora histórias como essa chamem a atenção, a sensibilidade dos animais não substitui a realização de exames e o acompanhamento médico profissional.

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