Alerta de Páscoa: compra impulsiva de coelhos pode terminar em abandono e sofrimento
- há 20 horas
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Campanhas reforçam que coelhos não são presentes e exigem cuidados específicos, especialmente durante o período de maior procura

Impulsionados pela data, pelas campanhas publicitárias e pelos pedidos das crianças, muitos pais acabam considerando a adoção ou compra de um coelho na Páscoa.
No entanto, essa decisão exige uma análise mais cuidadosa e, se possível, orientação de um profissional da medicina veterinária para garantir uma escolha consciente.
Embora seja comum presentear filhos, amigos e familiares com chocolates, pelúcias ou itens simbólicos da data, adquirir um animal sem planejamento pode resultar em consequências negativas, incluindo sofrimento para o próprio pet.
O coelho ocupa um papel marcante no imaginário infantil durante a Páscoa, estampando campanhas e produtos como doces e ovos de chocolate. No entanto, esse apelo simbólico e comercial pode impulsionar a procura pelos animais de forma desordenada, resultando em abandono, maus-tratos, negligência e até morte.
O alerta, especialmente aos pais, é claro: coelhos não são brinquedos e não devem ser tratados como presentes.
A Cobasi, rede especializada em produtos para pets, casa e jardim, promove pelo nono ano consecutivo a campanha 'Coelho não é brinquedo', suspendendo a comercialização desses animais em todas as suas unidades durante o período.
Neste ano, a interrupção das vendas teve início em 23 de março e segue até 6 de abril, com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos da compra por impulso. A ação reflete uma preocupação recorrente nesta época do ano.
Um levantamento realizado pela Adote um Orelhudo aponta que, entre 60 e 70 dias após a Páscoa, cerca de 40% dos coelhos adquiridos nesse período são abandonados. Muitos são deixados em praças, parques ou áreas isoladas, ficando vulneráveis a ataques de outros animais, doenças, acidentes e podendo morrer por fome ou desidratação.
Assim como qualquer outro animal de estimação, o coelho demanda atenção e cuidados específicos, devendo ser adquirido apenas quando houver real disposição para adaptar a rotina à sua presença.
Entre as necessidades estão a preparação de um ambiente adequado, com espaço suficiente para locomoção e exercício; acompanhamento regular com médico-veterinário; além de acesso a áreas externas, como jardins, onde possam cavar e ter contato com o ambiente natural.




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