Coluna Psicologia & Pet
Pets nas festas de fim de ano: o afeto que ilumina o Natal e o Ano-Novo
Por: Isabel Araujo
Em um período marcado por contrastes — alegria e nostalgia, celebração e introspecção — os animais oferecem algo essencial: estabilidade emocional. Para quem vive longe da família, para quem perdeu alguém querido, ou para quem carrega as vulnerabilidades emocionais que o fim de ano costuma intensificar, a presença do pet é uma âncora afetiva. Um corpo que acolhe, uma rotina que continua, um vínculo que não oscila conforme a época.

Foto: Reddit
As celebrações de fim de ano sempre foram marcadas por reencontros, afetos e símbolos de pertencimento. Mas, para muitos tutores, essa cena mudou: hoje, os pets ocupam um lugar cada vez mais central nas festividades de Natal e Réveillon. Eles não são apenas parte da família — tornaram-se figuras indispensáveis na construção do clima afetivo dessas datas.
Em um período marcado por contrastes — alegria e nostalgia, celebração e introspecção — os animais oferecem algo essencial: estabilidade emocional. Para quem vive longe da família, para quem perdeu alguém querido, ou para quem carrega as vulnerabilidades emocionais que o fim de ano costuma intensificar, a presença do pet é uma âncora afetiva. Um corpo que acolhe, uma rotina que continua, um vínculo que não oscila conforme a época.
A representatividade dos pets cresce porque, cada vez mais, eles ocupam espaços afetivos profundos. Eles participam das fotos da ceia, ganham presentes, têm suas próprias comidinhas especiais e, em muitos lares, são eles que dão vida à sensação de “lar”. Em tempos de relações rápidas e agendas fragmentadas, o vínculo com o pet oferece algo raro: continuidade.
Nas festas, eles ajudam a suavizar a solidão urbana, diminuem o vazio emocional que dezembro muitas vezes traz e oferecem companhia genuína — aquela que não exige performance, não julga e não cobra.
E enquanto muitos formulam listas de desejos para o ano que começa, os pets nos lembram do essencial: estar presente, demonstrar afeto sem reservas e encontrar alegria nos pequenos rituais compartilhados.
No coração das celebrações, entre luzes, memórias e novos começos, há sempre um pet que, silenciosamente, reforça o que realmente importa: o afeto que permanece.





