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Uma jovem loira com os cabelos presos em um coque despojado está de pé em uma estrada de terra ao ar livre, olhando afetuosamente para baixo enquanto segura um pequeno filhote de gato listrado (tabby) contra o peito. Ela veste um moletom oversized na cor roxo-escura (vinho), protegendo o gatinho com os braços cruzados, enquanto árvores e uma paisagem natural aparecem suavemente desfocadas ao fundo.

Coluna   Psicologia & Pet

Psicóloga Isabel Araujo

Pets: companheiros na reconstrução emocional após os traumas

Por: Isabel Araujo

Traumas emocionais deixam marcas que nem sempre são visíveis. É nesse processo de reconstrução que, muitas vezes, os pets se tornam aliados silenciosos. Eles não fazem perguntas, não exigem explicações e não julgam. Apenas permanecem.

Por Isabel Araujo, Psicóloga Forense

Traumas emocionais deixam marcas que nem sempre são visíveis. A perda de um ente querido, uma separação, uma doença, a violência ou qualquer experiência profundamente dolorosa podem abalar a confiança, a segurança e a capacidade de se conectar novamente com a vida.


É nesse processo de reconstrução que, muitas vezes, os pets se tornam aliados silenciosos. Eles não fazem perguntas, não exigem explicações e não julgam. Apenas permanecem. E, para quem teve a confiança ferida, essa presença constante pode representar o primeiro passo para voltar a acreditar nos vínculos.


A psicologia reconhece que relações afetivas seguras favorecem a recuperação emocional. Embora um animal não substitua o acompanhamento psicológico quando necessário, ele pode oferecer acolhimento, estimular a rotina, incentivar o autocuidado e despertar novamente o interesse pela vida. Um passeio diário, um olhar de carinho ou a responsabilidade pelos cuidados com o pet ajudam a devolver sentido aos dias que pareciam vazios.


Mas essa relação também nos ensina uma importante lição: a cura acontece no tempo de cada um. Assim como um animal resgatado precisa de paciência para voltar a confiar, nós também necessitamos de tempo, respeito e afeto para reconstruir nossas próprias feridas.


Talvez seja por isso que os pets sejam tão especiais. Sem dizer uma palavra, eles nos mostram que é possível recomeçar. E, muitas vezes, enquanto cuidamos deles, descobrimos que também estamos aprendendo a cuidar de nós mesmos.

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