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Uma idosa sorridente de cabelos curtos e grisalhos, usando óculos de grau e uma blusa listrada azul e branca, aparece sentada em um sofá enquanto interage com carinho com um cachorro da raça Labrador Retriever de pelagem caramelo. O cão está com os olhos fechados e apoia suavemente a cabeça perto do colo da mulher, demonstrando afeto. Ao fundo, uma mesa de canto de madeira escura acomoda um telefone sem fio em sua base de recarga, completando o ambiente residencial acolhedor.

Coluna   Psicologia & Pet

Psicóloga Isabel Araujo

Cão auxilia idosa com Alzheimer

Por: Isabel Araujo

No Reddit, um usuário compartilhou: “Minha avó tem Alzheimer, e todos os dias ela conhece meu cachorro pela primeira vez e se apaixona por ele repetidamente.”

Por Isabel Araujo, Psicóloga Forense


A doença de Alzheimer é identificada por uma série de mudanças no cérebro que causam danos às células cerebrais.


Os sintomas da Doença de Alzheimer podem variar em intensidade e gravidade, mas geralmente incluem perda da memória. O esquecimento é um dos primeiros e mais característicos sintomas da doença. A pessoa pode ter dificuldade em se lembrar de informações recentes, nomes, eventos e detalhes do dia a dia.


Os idosos sentem uma enorme necessidade de receber demonstrações de afeto, como o toque, atenção e carinho, o contato com animais enfatiza o tato e o contato, além de exercitar habilidades cognitivas como a memória afetiva, ou seja, aquela despertada por algum fato que traz lembranças com certa ligação afetiva.


Na relação de amor e conexão com o pet, mesmo com a progressão da doença, permeiam-se sensações, emoções, palavras, imagens e posturas, o animal passa a ser um caminho pelo qual o idoso pode expressar de forma corporal e simbólica seus sentimentos, pensamentos e conceitos. Recordar vivências é o caminho da ressignificação da história pessoal presente.

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