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Pets como filhos: o que a psicologia revela sobre esse amor?

Neste Dia das Crianças, vale refletir sobre um fenômeno cada vez mais presente: adultos que encontram nos pets uma forma profunda de exercer o cuidado, o afeto e a parentalidade simbólica.

Por Isabel Araujo, Psicóloga Forense

Neste Dia das Crianças, vale refletir sobre um fenômeno cada vez mais presente: adultos que encontram nos pets uma forma profunda de exercer o cuidado, o afeto e a parentalidade simbólica.


Chamados de filhos de quatro patas, cães e gatos conquistaram espaços antes reservados exclusivamente aos membros humanos da família. Ganham festas de aniversário, roupas, presentes e até comemorações especiais. Mas o que explica essa relação tão intensa?


Do ponto de vista psicológico, cuidar de um animal mobiliza sentimentos de apego, proteção, responsabilidade e pertencimento. Para algumas pessoas, esse vínculo representa a oportunidade de expressar o amor e o cuidado; para outras, oferece companhia, segurança emocional e um sentido de família.


O cuidado começa a exigir atenção quando as necessidades emocionais do tutor passam a se sobrepor às necessidades naturais do animal. É o que pode acontecer quando a humanização desconsidera comportamentos próprios da espécie, limites físicos ou formas de comunicação do pet.


Amar um animal como filho não significa exigir que ele se comporte como uma criança humana. Significa reconhecer sua importância afetiva sem esquecer que ele possui uma natureza própria.


Neste Dia das Crianças, a reflexão também se estende aos pequenos: conviver com animais pode ensinar empatia, respeito e responsabilidade, desde que o vínculo seja supervisionado e o bem-estar de ambos seja preservado.


No fim, a medida desse amor não está em chamar um pet de filho, mas em oferecer a ele aquilo de que realmente precisa: cuidado, respeito, segurança e liberdade para ser quem é.

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