top of page

Suspeito de enterrar pitbull vivo em MT presta depoimento à polícia e apresenta versões divergentes

Homem afirmou acreditar que o cachorro já estava morto, mas relato contrasta com o depoimento da esposa, que disse que ele queria “dar fim” ao animal


Foto: Prefeitura de Cuiabá
Foto: Prefeitura de Cuiabá

O antigo tutor do pitbull Vivente, resgatado após ter sido enterrado vivo em Cuiabá e que morreu cinco dias depois, compareceu à Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) nesta quinta-feira (8) e apresentou um depoimento com informações contraditórias sobre o caso.


De acordo com o delegado Guilherme Pompeo, o suspeito declarou que acreditava que o cachorro já estivesse morto quando decidiu enterrá-lo, com a ajuda de outra pessoa. A versão, no entanto, entra em conflito com o depoimento da esposa, que afirmou que o companheiro teria dito: “Vou dar um fim nesse cachorro”.


“Ele informou que o cachorro já possuía doenças e, acreditando que estivesse morto, decidiu enterrá-lo com a ajuda de outra pessoa, cujo nome não revelou”, contou o delegado.

Ainda segundo Pompeo, testemunhas relataram ter ouvido gritos do animal no momento do ocorrido, o que indica que o pitbull ainda estava vivo e possivelmente sofrendo agressões. O delegado também destacou que o suspeito foi intimado diversas vezes ao longo da semana, mas não respondeu às notificações iniciais.


"Durante a semana, tentamos intimá-lo por diversas vezes. Nas primeiras oportunidades isso não foi possível. A Polícia Militar conduziu a esposa dele para prestar depoimento e, durante a semana, conseguimos intimá-lo para que viesse voluntariamente à delegacia”, disse.

Conforme informou o delegado, a Polícia Civil já solicitou o prontuário da clínica veterinária que prestou atendimento ao cão Vivente e aguarda o laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsável pela perícia realizada após a morte do animal.

"Teremos duas fontes de materialidade: o laudo da Politec e o prontuário da clínica. Isso vai configurar, em tese, a prática do crime de maus-tratos", explicou.


O crime de maus-tratos a animais prevê pena de dois a cinco anos de reclusão. Contudo, devido à morte do cachorro, a punição pode ser ampliada. "Como houve a morte, há causa de aumento de pena. Agora caberá ao Ministério Público decidir se oferece denúncia do caso”, afirmou o delegado.

Comentários


Compartilhe:

Compartilhar:

bottom of page