Exposição internacional de gatos reúne competição, adoção e solidariedade no Rio de Janeiro
Evento promovido pelo Rio Cat Clube reuniu gatos de raça e SRDs, arrecadou alimentos para ONGs e possibilitou a adoção de 25 gatos

Gatos de raças reconhecidas internacionalmente dividiram espaço com felinos sem raça definida em um evento que mostrou que, dentro do universo felino, todos têm o seu valor. O evento premiou não somente gatos de raça, mas também gatos SRD, além de promover a adoção e a solidariedade.
A 13ª e a 14ª Exposição Internacional de Gatos de Raça, realizada pelo Rio Cat Clube, mostrou que uma competição felina pode ir muito além dos títulos e premiações. O evento reuniu criadores, juízes, tutores e apaixonados por gatos em um encontro que uniu conhecimento, cuidado animal, adoção responsável e solidariedade.

Durante a exposição, os visitantes puderam entender como funciona uma avaliação felina e quais critérios são utilizados pelos jurados. Diferente do que muitas pessoas imaginam, o vencedor não é simplesmente o “gato mais bonito”, mas aquele que mais se aproxima do padrão esperado para sua raça.
O juiz da exposição, Hugo Cavalheiro, explicou que os gatos são divididos em categorias e avaliados conforme características específicas.
“Cada raça tem um estândar da raça. Então, se o estândar da raça de um gato tem que ser daquela raça longo, se for curto, eu tenho dois gatos, um longo e um curto, eu vou escolher o longo, porque na raça está dizendo.”

Segundo ele, os gatos sem raça definida (SRDs), também chamados de gatos domésticos, também possuem critérios de avaliação.
“O SRD parece não ter padrão, mas tem. O SRD, a gente diz assim, tem que ser um gato, por exemplo, proporcional. Se ele tem um corpo grande, a cabeça não pode ser pequena. Se ele é um gato esguio, a cabeça não pode ser redondona.”
Além da parte competitiva, o bem-estar dos animais foi uma das prioridades do evento. Hugo destacou que gatos que apresentam sinais de estresse intenso ou desconforto não permanecem na competição.

“O gato é desclassificado, se for um gato que está incomodado ali, se é um gato que está totalmente estressado, se é um gato feral.”
A presidente do Rio Cat Clube, Daniella Sother, também explicou que a exposição envolve um processo de seleção e cuidado com os animais, especialmente no caso dos criadores.
“Para a gente, para a criação, é um certificado de qualidade. Assim, a gente fala ‘eu consegui com o meu trabalho, com a seleção genética, chegar no ideal’. Não existe perfeição, gente. Não tem o gato perfeito. É porque não existe a perfeição, mas existe aquele muito próximo do ideal.”

Raças e adoção no mesmo espaço
Mesmo sendo um evento voltado principalmente aos gatos de raça, a exposição também abriu espaço para os SRDs. A ONG Resgatinhos levou animais para adoção e conseguiu encontrar novos lares para todos os gatos disponíveis. Ao final do evento, 25 gatos foram adotados.
Viviane, representante da ONG, destacou a importância da adoção responsável e do compromisso dos novos tutores.

“Em primeiro lugar. A gente quer um adotante que ame o animal. Porque agora se ouve muito falar em família multiespécie. Agora o animal não é um animal. Ele é um membro da família.”
Segundo ela, os novos tutores precisam estar preparados para cuidar do animal durante toda a vida.
“O animal pode viver 15, 20 anos. A gente tem agora dados recentes. De gatos que tem 25 anos. Então, a longevidade dos animais tá em alta. Então, a gente busca a pessoa que tenha esse compromisso. Com o animal até o fim da sua vida.”
Confira a nossa galeria SUPER FOFA com as fotos do evento:
Solidariedade também foi destaque
O público que participou do evento também contribuiu com uma ação solidária promovida pela Premier Pet. O ingresso foi um pacote de leite em pó, que posteriormente será convertido em ração para a ONG parceira.
A arrecadação ultrapassou 500 quilos de leite em pó, que serão convertidos em 500 quilos de ração. A ação beneficia tanto instituições de caridade, quanto de proteção animal. Para Daniella Sother, o resultado superou as expectativas.

“Foi um sucesso. Público fantástico. Gatos belíssimos o tempo inteiro, que já era o esperado. Foram 25 gatinhos adotados e a gente ficou muito feliz por isso. Porque, como eu sempre falo, é uma opção comprar ou adotar. Então, foi um sucesso, a gente está muito feliz, missão cumprida. Mais do que cumprida, porque, na realidade, superou as nossas expectativas.”
A exposição também reforçou o crescimento da cultura felina no Rio de Janeiro e mostrou que gatos de raça e gatos sem raça definida podem dividir o mesmo espaço.
“Isso só mostra que aqui no evento tem espaço para gatos de raça e gatos sem raça. Todos juntos”, destacou a organização.






























































