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COMPORTAMENTO E BEM-ESTAR

E se o pet se perder durante a viagem? Saiba o que fazer e aumentar as chances de reencontrá-lo

Uma porta aberta por segundos, um susto com barulho ou um momento de distração podem ser suficientes para o animal desaparecer em um lugar desconhecido. Veja como prevenir e como agir caso o pior aconteça

30 de jul. de 2026

6 min de leitura

Redação Pet Mania

Muitos dos casos de desaparecimento de cães e gatos acontecem justamente durante viagens. Ambientes novos despertam a curiosidade dos animais, mas também provocam medo e desorientação — e uma combinação dessas duas coisas pode resultar em fuga em questão de segundos. Uma porta aberta por um instante, um susto com rojão, uma guia mal fixada ou um momento de descuido são suficientes para separar o tutor do seu companheiro. Saber como agir nesses momentos — com calma e método — é o que aumenta as chances de reencontro.


Prevenção

A melhor proteção contra o sumiço do pet em viagem é planejar como se ele fosse acontecer. O ponto de partida é garantir que o animal esteja com coleira ou peitoral bem ajustado e uma plaquinha de identificação resistente. O mínimo indispensável: nome do pet e telefone celular atualizado. Se houver espaço, um segundo número de contato não faz mal.



O microchip de identificação tem ganhado cada vez mais relevância nessa estratégia. Implantado sob a pele por um médico-veterinário, ele carrega um número único que pode ser lido por equipamentos específicos disponíveis em clínicas, hospitais veterinários e centros de controle de zoonoses. Quando cadastrado corretamente, aumenta muito as chances de identificação do animal caso ele seja encontrado.


Importante: o microchip não é um GPS e não permite rastrear o animal em tempo real. Sua função é servir como identificação permanente quando o pet é localizado e levado a um local com leitor compatível.


Ao chegar ao destino: inspecione antes de soltar

Antes de deixar o pet explorar livremente o quintal de uma casa alugada ou os corredores de uma pousada, faça uma vistoria cuidadosa no local. Portões mal fechados, cercas danificadas, frestas sob muros, varandas sem proteção e qualquer brecha por onde o animal possa escapar merecem atenção imediata antes de qualquer passeio.


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Essa matéria faz parte da nossa edição de Julho do Jornal Digital. Confira as outras matérias gratuitamente.



O animal desapareceu: o que fazer agora?

O desespero é natural, mas agir impulsivamente tende a atrapalhar mais do que ajudar. O primeiro passo é voltar imediatamente ao último local onde o pet foi visto. Muitos animais ficam nas proximidades ou tentam retornar ao ponto onde perderam contato com o tutor.



Chame o pet pelo nome com voz calma e familiar. Gritos excessivos podem assustar ainda mais o animal — especialmente gatos, que tendem a se esconder diante de situações de estresse. Levar um brinquedo favorito ou petiscos também pode ajudar a atraí-lo caso esteja escondido nas redondezas.


Amplie a rede de busca

Se as primeiras tentativas não derem resultado, é hora de ampliar o raio de procura. Converse com moradores, lojistas, funcionários da hospedagem e qualquer pessoa que circule pela região. Quanto mais cedo outras pessoas souberem do sumiço, maiores as chances de localizar o animal.


Avise também clínicas veterinárias, hospitais veterinários, ONGs de proteção animal e órgãos municipais responsáveis pelo recolhimento de animais na cidade. As redes sociais e aplicativos de mensagens são aliados poderosos nessa hora: uma publicação com foto recente, local do desaparecimento, data, características físicas e telefones de contato pode alcançar um número enorme de pessoas em pouco tempo.


Avistou o pet? Não corra em sua direção

Ver o animal à distância e sair correndo em sua direção parece instintivo — mas pode ser um erro. Animais assustados tendem a interpretar uma aproximação rápida como ameaça ou como uma brincadeira, e podem fugir novamente.



Depois do reencontro: uma avaliação cuidadosa

Mesmo que o pet aparente estar bem após o sumiço, uma verificação detalhada é recomendável. Observe a presença de ferimentos, carrapatos, espinhos, alterações na marcha ou sinais de desidratação. Dependendo das circunstâncias em que o animal foi encontrado, uma consulta veterinária pode ser necessária para descartar lesões internas, intoxicações ou doenças adquiridas durante o período de desaparecimento.


Por fim, use a experiência para identificar como a fuga aconteceu e tome as providências necessárias para que ela não se repita. Cada episódio é uma oportunidade de aprender — e de proteger melhor o seu companheiro nas próximas aventuras.

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