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COMPORTAMENTO E BEM-ESTAR

Dia Internacional do Gato: felinos ganham espaço nos lares brasileiros e impulsionam mercado pet

Mudanças no estilo de vida e na relação com os animais aumentam a procura por medicina preventiva, atendimento especializado e serviços voltados às necessidades dos gatos

09/08/26

5 min de leitura

Redação Pet Mania e Dra. Thays Siqueira

Foto em plano médio e frontal de um gato da raça Bengal, exibindo uma pelagem curta com marcações pretas bem definidas e um fundo marrom-dourado. O felino está sentado sobre uma manta felpuda com padronagem texturizada e olha fixamente para cima com seus grandes olhos verdes, contra um fundo neutro e claro.

Celebrado em 8 de agosto, o Dia Internacional do Gato chama atenção para uma mudança cada vez mais perceptível nos lares brasileiros: os felinos conquistaram um espaço maior dentro das famílias e passaram a influenciar também o mercado de produtos e serviços para animais de estimação.


Adaptáveis a diferentes ambientes, inclusive apartamentos, e com uma rotina de cuidados que pode ser mais compatível com determinados estilos de vida, os gatos vêm sendo escolhidos por pessoas que procuram um animal de companhia que se adapte à sua rotina.


Para a médica-veterinária Dra. Thays Siqueira, da Plamev Planos de Saúde Pet, essa mudança está relacionada às transformações no cotidiano da população e à maneira como os brasileiros passaram a enxergar os animais de estimação.


“O crescimento da população de gatos tem aumentado a procura por medicina preventiva, com mais tutores investindo em consultas de rotina, vacinação, exames periódicos e diagnóstico precoce de doenças. Também cresce a busca por planos de saúde pet, clínicas com estrutura cat friendly e profissionais capacitados em medicina felina”, conta a especialista.

Além de companheiros, os gatos passaram a ser considerados integrantes das famílias, o que também modifica a maneira como seus tutores cuidam da saúde e do bem-estar desses animais.


Esse novo perfil de relacionamento tem contribuído para o aumento da procura por medicina preventiva. Consultas periódicas, vacinação, exames de rotina e diagnóstico precoce começam a fazer parte da rotina de um número maior de tutores, que buscam não apenas tratar doenças, mas também acompanhar a saúde dos animais ao longo da vida.


A pesquisa Radar Pet aponta que aproximadamente 53% dos domicílios brasileiros têm cães ou gatos; dentro desse conjunto, 21% possuem gatos, com média de 2,01 felinos por lar.


Também é relevante considerar a vulnerabilidade: um estudo do Instituto Pet Brasil e da Abinpet estimou cerca de 4,8 milhões de cães e gatos em situação de vulnerabilidade, incluindo abandono ou tutela por famílias de baixa renda; gatos representariam 40% desse grupo.


Outro reflexo desse crescimento é a procura por serviços especializados. Clínicas com estrutura adaptada para felinos, profissionais com formação específica em medicina felina e planos de saúde para pets estão entre os serviços que ganham espaço diante de uma demanda cada vez mais específica.


Apesar desse movimento, o atendimento aos gatos ainda enfrenta desafios. Segundo a especialista, o mercado pet historicamente esteve mais direcionado aos cães, e ainda existe uma carência de estabelecimentos especializados, profissionais capacitados e informações acessíveis aos tutores sobre as particularidades da espécie.


A adaptação do mercado também envolve a compreensão de que gatos possuem necessidades próprias de manejo, comportamento, alimentação e atendimento veterinário. Ambientes, procedimentos e formas de abordagem que funcionam para cães nem sempre são adequados aos felinos.


O mercado brasileiro faturou R$ 75,4 bilhões em 2024, segundo a Abinpet, e a projeção setorial para 2025 ficou próxima de R$ 78 bilhões.


A tendência, portanto, é que o crescimento da população de gatos seja acompanhado por uma maior especialização dos serviços oferecidos a esses animais. A mudança também representa um amadurecimento da relação entre tutores e pets, com maior atenção à prevenção, à qualidade de vida e à longevidade.




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Um filhote de cachorro da raça Dálmata, com sua característica pelagem branca coberta por manchas pretas, está deitado de costas em uma mesa branca de exames clínicos veterinários. O cãozinho mantém a cabeça virada de lado e olha calmamente em direção à câmera, enquanto as patas dianteiras e traseiras estão ligeiramente encolhidas para cima. No canto direito, a mão e o braço de um profissional veterinário aparecem segurando e posicionando a cápsula metálica de um estetoscópio contra o peito do filhote para auscultação, sob um fundo claro e suavemente iluminado com equipamentos de consultório desfocados.

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Um cachorro de grande porte da raça Rottweiler, com pelagem preta brilhante e marcações marrons bem definidas no peito, focinho e patas, está de pé em um caminho de tijolos vermelhos em um quintal residencial. O cão veste uma coleira grossa de couro com uma corrente de metal presa a ela e olha fixamente para a esquerda com postura imponente. O cenário ao fundo inclui uma cerca alta de madeira escura com plantas verdes nas laterais, uma pequena faixa de gramado à direita e uma casa de tijolos vermelhos com uma casinha de cachorro de madeira com a placa "KANE" perto da varanda.

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Uma grande foto de grupo ao ar livre reúne dezenas de tutores sorridentes posando juntos em um pátio de piso verde, todos segurando seus cachorrinhos peludos da raça Spitz Alemão (Lulu da Pomerânia) em tons de branco, creme e marrom. No canto direito, destaca-se um painel circular decorativo com bexiras azuis e brancas exibindo o logotipo "Petfamily Spitz RJ", indicando o encontro de um grupo de tutores da raça no Rio de Janeiro.

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