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comportamento e bem-estar

Ansiedade de separação em cães cresce nas cidades e acende alerta sobre saúde emocional dos pets

Com os pets cada vez mais integrados à dinâmica familiar, os cães podem sofrer emocionalmente quando enfrentam longos períodos sozinhos

13/06/26

5 min de leitura

Redação Pet Mania e Dra. Maria Eduarda Fischer

Foto em preto e branco focando em um cachorro de corpo alongado, com características da raça Dachshund, deitado de forma muito relaxada e sonolenta ao longo do encosto de um sofá confortável. O cão apoia o focinho diretamente sobre o tecido do móvel, olhando de soslaio em direção à câmera com olhos semiabertos e expressivos, enquanto uma manta de textura felpuda aparece dobrada à sua direita e o restante da sala de estar ao fundo está completamente desfocado.

Mudanças na rotina dos tutores, longos períodos de ausência e a vida urbana têm contribuído para o aumento de casos de ansiedade de separação em cães. O problema, cada vez mais relatado em clínicas veterinárias, chama atenção para a importância do bem-estar emocional dos animais de estimação.


Segundo um estudo brasileiro recente, 68% dos cães avaliados apresentaram sinais compatíveis com a Síndrome da Ansiedade de Separação (SAS). Entre os comportamentos observados estão vocalização excessiva, como latidos constantes, além de alterações comportamentais e fisiológicas. Cerca de 47% dos animais avaliados apresentaram episódios frequentes de latidos, enquanto 23% passaram a defecar em locais fora do habitual.


Com os pets cada vez mais integrados à dinâmica familiar, especialistas afirmam que os cães podem sofrer emocionalmente quando enfrentam longos períodos sozinhos ou mudanças repentinas no ambiente doméstico.


“O cão é um animal extremamente social e cria vínculos muito fortes com o tutor. Mudanças na rotina, viagens frequentes ou ausência prolongada podem desencadear sinais importantes de ansiedade”, explica a médica-veterinária da Fórmula Animal, Maria Eduarda Fischer.

Entre os sinais mais comuns da ansiedade de separação estão agitação, destruição de objetos, dificuldade para relaxar, alterações no apetite e comportamentos compulsivos quando o tutor deixa a residência.


Especialistas destacam ainda que fatores fisiológicos também podem influenciar diretamente o comportamento animal.


Pesquisas recentes têm aprofundado estudos sobre a relação entre intestino e cérebro — conhecida como eixo intestino-cérebro — e os impactos dessa conexão no equilíbrio emocional dos pets.


“Hoje sabemos que a microbiota intestinal participa da produção de neurotransmissores ligados ao humor e à resposta ao estresse. Por isso, a saúde intestinal também pode influenciar o equilíbrio emocional dos animais”, afirma a veterinária.

Dentro desse cenário, cresce a procura por abordagens preventivas voltadas ao bem-estar animal, buscando oferecer suporte físico e emocional para que os pets consigam lidar melhor com situações potencialmente estressantes do cotidiano.


“Assim como acontece com os seres humanos, manter o organismo equilibrado pode ajudar o animal a responder de forma mais tranquila aos desafios da rotina”, completa a especialista.

O tema ganha relevância em um país que possui uma das maiores populações de animais de estimação do mundo. Dados do Instituto Pet Brasil apontam que o Brasil possui mais de 160 milhões de pets. Já a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação destaca que o setor pet movimenta bilhões de reais anualmente.


Com cães e gatos cada vez mais presentes dentro das famílias brasileiras, cresce também a preocupação dos tutores com comportamento, qualidade de vida e saúde emocional dos animais.

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Um cachorro da raça Bernese e um gato de pelagem longa cinza e preta estão deitados juntos de forma muito relaxada no chão de piso frio claro e brilhante de um corredor. O cão, posicionado à direita e parcialmente escondido por um batente de porta branco, apoia o grande focinho preto e branco diretamente no chão e olha de soslaio em direção à câmera. O gato está deitado de lado logo atrás da cabeça do cachorro, com o corpo estendido e uma das patas dianteiras levemente erguida, olhando fixamente para a lente com seus grandes olhos verdes e expressivos, sob uma iluminação suave vinda de uma porta branca e cortinas claras desfocadas ao fundo.

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