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Quando o sofrimento impulsiona a mudança

Por: Patrick Araujo

Infelizmente, parece que no Brasil as leis que protegem os animais só avançam quando uma tragédia choca a sociedade. Foi assim com a Lei Sansão, de 2020, criada após o caso do Pit Bull que teve as patas decepadas.

Infelizmente, parece que no Brasil as leis que protegem os animais só avançam quando uma tragédia choca a sociedade. Foi assim com a Lei Sansão, de 2020, criada após o caso do Pit Bull que teve as patas decepadas em Minas Gerais — e que, desde então, passou a punir com mais rigor os maus-tratos apenas contra cães e gatos.


Agora, o Projeto de Lei 519/2021 tenta corrigir essa lacuna, propondo que todas as espécies animais recebam a mesma proteção legal. Se aprovado, quem cometer crueldade contra cavalos, coelhos, aves, porcos, bois ou qualquer outro animal poderá ser punido com a mesma pena aplicada hoje aos casos envolvendo cães e gatos: reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda.


Mas a reflexão que fica é: por que sempre precisamos ver o sofrimento acontecer antes de reagir? Quantos casos de maus-tratos a cavalos de carroça, a aves traficadas ou a animais explorados no campo ainda precisam circular nas redes para que a empatia se estenda a todos eles?


A dor não escolhe espécie. E a compaixão também não deveria.


O PL 519/2021 é um passo importante rumo à verdadeira isonomia entre as espécies — um reconhecimento de que a vida, em qualquer forma, merece respeito.


Resta saber se o Congresso vai enxergar isso com o mesmo senso de urgência que os protetores e profissionais da causa animal já enxergam há anos.


Será que, dessa vez, a lei vai sair do papel antes que outro animal precise sofrer para nos comover?

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