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Onça que devorou caseiro não deve retornar à natureza; governo definirá destino

28 de abr. de 2025
2 min de leitura

Animal, que se encontra em recuperação, deve fazer parte de programa de preservação de sua espécie


Foto: Saul Schramm/Secom
Foto: Saul Schramm/Secom


A onça que atacou um caseiro no interior de Mato Grosso do Sul não deve voltar à região de mata onde foi capturada. O felino está sendo tratado no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande (MS), e, posteriormente, deverá ser encaminhado para um recinto provisório ou definitivo, a ser definido pelo governo.


Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), as próximas medidas serão discutidas em conjunto com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).


"O animal deverá ser destinado a uma instituição mantenedora de fauna apta a recebê-lo e será incorporado ao Programa de Manejo Populacional da Onça-Pintada, coordenado pelo ICMBio", informou o instituto em nota enviada à CNN.

A nova moradia da onça será escolhida com base em um plano de preservação da espécie, considerada ameaçada de extinção.



O ataque: como aconteceu?


Jorge Avalo foi atacado por onça-pintada no Pantanal (MS) | Foto: Reprodução/Facebook
Jorge Avalo foi atacado por onça-pintada no Pantanal (MS) | Foto: Reprodução/Facebook


No dia 21 de abril de 2025, a onça atacou o caseiro José Avalo, de 60 anos, e fugiu. Três dias depois, na quinta-feira, 24, o animal foi capturado na região de mata de Touro Morto, em Mato Grosso do Sul.


De acordo com boletim veterinário divulgado pelo CRAS, a onça passou por exames e permanece em acompanhamento veterinário 24 horas por dia, devido a um quadro de desidratação, perda de peso e alterações hepáticas, renais e gastrointestinais.


José Avalo foi atacado enquanto tentava coletar mel em um deck próximo à mata, a cerca de 230 quilômetros de Campo Grande. Embora tenha sido atacado na segunda-feira, 21, seu corpo só foi localizado na terça-feira, 22. Moradores que encontraram o corpo relataram que o ataque foi incomum e disseram ter se guiado pelas marcas de sangue para localizá-lo.



Fonte: Terra


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